22 de mai de 2017

GIANT JELLYFISH; A BANDA DE ROCK QUE ACORDA A CIDADE

                                                                                                                       Foto - Leandro de Villa

Na noite de sábado, decidi ir a pé até o Cactus, em Santo André, onde haveria a pauta da vez...
No caminho até o bairro do Bangu, durante os 30 minutos que andei entre minha casa e la, vi a noite ser nostálgica, mantendo os ares da província que Santo André ainda é, e que a gente insiste em refutar, em dizer não é mais assim. Todavia, as portas fechadas de todos os comércios da rua oratório, mais o silêncio das casas e dos becos, se faziam por afirmar:
Santo André, ainda tem sua porção provinciana.
Mas não é de todo ruim...
O tempo das horas nas províncias é mais lento, a bruma é erma e uma boa caminhada clareia bem o que se quer, o que se pensa, o que se deseja.
Naquela noite, por exemplo, eu queria ver uma banda de rock. E quando o Giant Jellyfish ligou seus amplificadores para cometer o rock eu vi. Caras, eu vi uma banda de rock...


TEKA E OS MENINOS ROQUEIROS...

Quando cheguei no Cactus fui recebido pelo forte abraço e pela Heineken gelada do amigo Álvaro. Entre um gole e outro Teka Almeida chegou.
Menina de rosto meigo, com jeito de personagem de um livro do Herman Hesse, delicada e quase tímida, foi ela que me ajudou a chamar os outros meninos que forma a Giant Jellyfish; Rafa Almeida, Leandro de Villa e Tiba. Sentamos em uma mesa e batemos um papo pouco antes de tudo começar.
Entre risos, um tanto tímidos, no começo um pouco nervosos, eles me falaram de suas composições, a forma como trabalham as músicas. Me contaram o quanto se divertiam com a banda, com o lance de sair por ae a mostrar o trabalho e que estavam gostando muito disso.
Decidi não alongar muito a coisa. Faltava pouco tempo para a o show começar e então os deixei a vontade. E quando veio os primeiros riffs de “Repentant Dog” nada mais foi como antes na noite Andreense.
A província acordou! O Giant Jellyfish entrava em ação...


UMA CHICOTADA DE ROCK’S NA NOITE ANDREENSE...

Esqueçam o rosto que era tão somente meigo, que eu lhes falei!
Quando o jorro de riffs da guitarra poderosa de Rafa Almeida, preenche todo o espaço possível, Teka inicia uma performance de palco forte, poderosa, uma entidade xamânica a acompanha enquanto ela desce a mão em seu teclado para abrir o show uma paulada sonora, um hardão de fazer jus a Free, Hot Tuna e afins.
A banda abre o show para acabar com tudo que se pretendia em se tratando de ermo e apenas sossegado...
O Giant Jellyfish sobe ao palco para acabar com o sossego dos acomodados. Era a hora do rock rolar e não ia ser pouco...


EM TRANSE...

“Choices” um folk com ares de anos 90, ou, o folk rock possível para os anfetaminicos anos 90, um som cheio de guitarra, microfonia, distorção e o diabo, é vociferado por Teka. Um tempo em que todos os queixos caem, todos os drinks ficam suspensos.
Impossível não para ver os garotos cometendo o rock.
A catárse segue. “Smokey Mary”, “Knifes Cutting Edge”, “Emotional Rollercoaster”, “Dusting Dreams”, “Run Away Baby”, “Live Long Enough”… Todas! Não da para pegar uma, ou duas, ou quarto músicas para destacar. O show todo do Giant foi absurdo de bom!
Um transe pleno, comandado por uma enxurrada de riffs em fúria de Rafa Almeida, slaps de Tiba e todo vigor da bateria de Leandro de Villa... Os garotos encantaram toda a platéia que esteve no Cactus no sábado à noite.
No final, meio que atordoado saí sem me despedir da rapaziada, decidi fazer o mesmo caminho a pé pelos 30 minutos que me separavam da minha casa. E sem perceber, eu tinha um riso na cara. Devo ele ao show do Giant Jellyfish.

Um puta Show!


2 de out de 2013

O Folk do Coração Selvagem e as Consequências de Nós Dois...


O sol gelado dos Jardins invadia o apartamento aos poucos. Rua Tabapuã, quadrilatero caro de Sampa, cheio de carrões, lojas descoladas e muita granfinagem cafona. Um cara como eu, cria do Parque Novo Oratório não tinha nada que vadiar por aqueles lados. Aí que tá; Ali não vadiava, me salvava... Era 08 da matina e eu ouvia os Rolling Stones Cantando “Sway”. 

Aquela cabeça encostada no meu peito, cabelos macios e um sono de anjo. Ela me redimia dos erros que faço aos montes. Perto dela, eu sentia algo parecido com essa tal de paz. Enquanto ela dormia eu pensava; Porque eu não tomo vergonha na porra da cara e caso com essa mulher? Que diabo é isso, que sanha maluca por sofrimento que eu insisto em ter, sem levar o menor jeito pra depressão?! Pois é...

Ela resmungava baixinho, numa luta delicada pra manter aquele sono divino por mais uns instantes. Fazia uns gemidinhos lindos e roçava a cabeleira loira no meu peito, buscando um aconchego que só ela me fazia crer que eu poderia dar a alguém. Torci então para que o sono se mantivesse eternamente e a iminência de pensar que aquilo poderia acabar me deixou meio que triste.

E os Rolling Stones começavam Wild Horses...

31 de ago de 2012

MISS HADDOCK LOBO BLUES E O FOLK DOS AMORES PAULISTANOS POSSÍVEIS...

 
No caminho até o Metrô Consolação a encontrei. Linda!

Em meio à banca de jornal, drogaria são paulo, loja de conveniências, shopping e mais tantas outras fúteis conveniências classe-medianas que infestam a Av. Paulista, ela veio em minha direção de braços abertos, convidativa, sorriso lindo e cativante. Divina. Rosto lindo, adornado por olhos cujo brilho iluminava a noite paulista, colo perfeito, pele clara, beleza imponente e natural. Uma diva que parecia ter saído de um filme de Roger Vadin.

Convidou-me para tomar uma cerveja na Rua Augusta e eu, pobre e velho roqueiro de imediato aceitei agradecendo aos céus e aos infernos também pela sorte. Enquanto eu caminhava, ela desfilava. Porque quem anda são as mortais. Ela não pisava no mesmo chão que essas... Por ali flutuava, como uma ninfa venal. Pernas longas, andar refinado e muita classe para eu e minha pobre camisa do Lou Reed.

Falava-me da vida, de seus planos, de um poema em prosa meu que a levou as lagrimas e eu gargalhei. Disse-me para deixar de frescura e assumir de vez meu talento. Respondi que o único talento que tenho é causar alguns distúrbios sociais e mais alguns tremores carnais a uma ou outra que esbarro pela vida.

“Seu puto!”

Rimos juntos.

Como a Augusta estava lotada de outsider’s de plástico andamos até um porão improvisado, onde funcionava um bilhar, próximo ao Anhangabaú. Enquanto Muddy Waters gritava MANNISH BOY, pedimos a primeira cerveja e sentamos. Ela falava das minhas poesias, contos, textos sinopses... Abstraí-me de tudo e a contemplei.

Parecia-me um quadro renascentista. Beleza eterna, inatingível, soberana. Fumava desbragadamente seus Luck Strike, sorria, bebia com gosto e me passava uma alegria daquelas que se sente apenas nos momentos em que o sujeito se aproxima da sagração, que para uns é o prêmio acumulado da mega sena. Para mim é um sorriso sincero...

Durante quatro horas e meia bebemos baldes e baldes de cerveja. Ás 05:27h da manhã o dono do bar apodrecido de cansaço implorou para que fossemos embora. Fomos. Sugeriu-me um café com pão de queijo no Bar Estadão e gostei da idéia. Tomamos rápido e caminhamos até a Praça da República.

Lindamente bêbada, falava-me dos ipês, dos moradores de rua, de Pernambuco, dos passarinhos, do Paul Verlaine, do Eco Sistema todo e da necessidade de pegar um ônibus para o Cambucí Eu a acompanhei e a porra do ônibus chegou rapidinho. Na despedida, um forte abraço e um beijo carinhoso na minha face Basca. Perfume de ópio, daqueles que viciam. Lá se foi.

Caminhei até o Metrô República assobiando LISA SAYS e com vontade de fazer como no filme SUPERMAN, quando o tal super-herói inconformado com a morte de sua amada, vai a galáxia e roda o globo terrestre ao contrário para o tempo voltar e ele poder salva-la da morte inoportuna. Mas não sou super homem. Sou roqueiro e poeta. Por isso, caso estivesse no lugar dele faria diferente; Aceleraria a rotação da terra para quem sabe, vê-la mais uma vez no futuro? O metrô chegou na plataforma.

E em meio a esses pensamentos passei a assobiar Sweet Jane e a velhinha que estava sentada ao meu lado não conseguiu entender.


24 de jun de 2012

Álbuns Clássicos - SERGIO SAMPAIO 1973


Houve um tempo em que as coisas não eram muito claras mesmo para as cabeças mais arejadas daqui da nossa terra brasilis. Eram tempos radicais...
Os anos 70 foram pródigos em posturas extremas. Havia uma ditadura militar assassina e sufocante que apertava o cerco de todas as liberdades individuais, coletivas e lutava ferozmente contra qualquer assopro mais humano que não vestisse coturno. Claro que isso teve reflexos na musica da época. Mas foram ótimos...
Como disse Danilo Caymmi “Se você tirasse os anos 70 da história da musica popular brasileira ela seria genial como é mas, com certeza muita gente boa faria falta..”. Sim caro leitor; Dentro de toda aquela vanguarda musical havia nomes como Jards Macalé, Walter Franco, Jorge Mautner, Luiz Melodia e mais outros tantos músicos com uma obra que se recusava peremptoriamente a fazer parte do estabilishment, da via de regra, do “coro dos contentes”. Tinham uma postura forte sobre os temas, sobre a situaçõ politica, sobre as condições do trabalho do artista no Brasil.
Aeeeee surge o mercadão burro e preguiçoso. E também muito canalha... Esse mercadão então inventa de criar um rótulo para essa rapaziada e os chama de “malditos” para assim, demarcar um espaço para esses caras ficarem dentro da engrenagem. E o espaço dedicado era o limbo. Não tocavam em rádio, não frequentava programas de tv, não tinham acesso a grandes gravadoras, nada! Muita da ótima produção daquela época demorou 20, 30 anos para que o grande público descobrisse essas obras. Tudo porque um bando de babacas resolveu criar um rótulo e mais outro bando de idiotas decidiu acreditar! Pois bem; Hoje Albuns Classicos vem aqui para fazer uma justa homenagem para um desses caras abençoados e uma grande obra sua...
Senhouras e senhoures com vocês, SERGIO SAMPAIO e seu album homônimo de estréia de 1973.
Nascido no ano da graça de 1947 na mesma Cachoeiro do Itapemirim de Roberto Carlos, Sergio era por lá um moleque que vivia a ler livros do Kafka e do Augusto dos Anjos (Duas fortes influencias em sua poesia...) a ouvir muito rádio na compania de seu pai, o tamanqueiro Raul Gonçalves Sampaio e a flertar com musica desde sempre. Aos 16 anos compunha freneticamente e não perdia sequer meia chance que tinha para mostrar seu trabalho. Ávido pela vida artistica, ruma para o Rio De Janeiro em 1967 para tentar a sorte por lá. Mas no começo, não teve muita não...
Pastou pelo Rio! Dormiu em pensões baratas, na casa dos amigos, na rua! Chegou a mendigar um rango mas nunca desistiu de lutar pelo seu trabalho. A coisa muda de figura em 1972 quando ele conhece um produtor musical da gravadora CBS de nome Raul Seixas. Pois é...
Raulzito já tinha ouvido falar do rapaz após ve-lo em algumas seletivas do Festival Internacional da Canção. Em uma delas, ele estoura com a marcha rancho EU QUERO É BOTAR MEU BLOCO NA RUA. Raulzito então lhe quebra grande galho e o contrata. Estréia por lá compondo para artistas como Trio Ternura, Erasmo Carlos e depois participando do disco SOCIEDADE DA GRÃ-ORDEM CAVERNISTA APRESENTA SESSÃO DAS DEZ de Raulzito e nesse trabalho prepara terreno para nosso disco de hoje aqui.
Produzido por Raul Seixas, o disco de estréia de Sérgio chega em 1973 lançado pela Philips lotado de ótimas músicas como o sucessão EU QUERO É BOTAR MEU BLOCO NA RUA, com o rockão FILME DE TERROR, com momentos delicadissimos graças a balada LEROS E BOLEROS, com o samba delicioso CALA A BOCA ZEBEDEU, com toda poesia refinada de POBRE MEU PAI e mais outras pérolas musicais que hoje sem duvida alguma eternizam esse discaço como Classico da nossa Musica Brazuca.
Ae la vem o mercadão... Segundo eles, eu teria que dizer que o “O disco foi um fracasso porque não vendeu...” Mas como aqui, quem manda sou eu, o mercado que va pra casa do caralho! O disco é sensacional! Depois dele, Sergio ainda gravou pelo menos uma outra grande maravilha em 1975 que é o disco “Tem que Acontecer” e bem... Depois dae umas coisas não deram muito certo para ele. Só que aqui em Albuns Classicos a gente gosta de focar a obra, o trabalho, a real grandeza do artista e essa deu muito certo sim.
Uma vez perguntaram pro Jards Macalé “Macau, o que é Maldito?” no que o mestre respondeu: “MALDITO É A SUA MÃE! É A PUTA QUE TE PARIU!” Pois bem...
A gente num ta nem ae pra rótulo, para regra, pra porra nenhuma disso. Sergio Sampaio para nós é uma benção, um grande, um baita musico, cantor, compositor, artista completo e isso que vamos deixar aqui para os senhoures. Vai o linkão ae para baixar a mandinga e no player vamos com o rockão FILME DE TERROR e ae vocês já sabem:
Tasca o player ae e perigas ver...



experimenta um tiquinho... 

16 de jun de 2012

Álbuns Clássicos - FEMININA - Joyce


Ao ver aquela senhora muito linda e muito distinta caminhando pelo aeroporto do Rio De Janeiro não resisti; Eu tinha que ir até lá falar com ela! Afinal de contas, desde minha infancia, alí com meus tenros 11 anos de idade que sempre fui apaixonado por aquela mulher. Uma morena de lindos cabelos pretos, olhos claros, ótima cantora, compositora e violonista...

Fui determinado!

Sabia que tinha milhões de coisas para dizer, mil perguntas a fazer e quem sabe, até tomar um café. Cheguei perto. Chamei desesperadamente a linda senhora:

Joyce, Joyce, Joyce!!

Um tanto assustada (Claro né??!) mas muito solicita ela parou. E então, com aqueles olhos de jade me disse:

Pois não...”

Que linda voz! A mesma que cantou Feminina, Clareana, Revendo Amigos... Foi o melhor “pois não” que ouvi em toda minha vida! Um filme me passou na cabeça. Lembrei do quanto eu ficava olhando aquela capa de disco de minha prima Marlene, do encanto que foi ver aquela mulher no tal do MPB Shell, na importancia que era estar ali diante daquela mulher. Tentei falar mas travei! A única coisa que saiu foi um patético...

Dona Joyce... Eu sempre amei a senhora...” - QUE RIDICULO EU!! Ainda assim ela, compreensiva, carinhosa, deu um riso de acalanto e me respondeu:

Ah que ótimo! Muito obrigada, moço!”

Se despediu e eu também, cheio de vergonha! Ma ae, pensando nisso tudo em uma ponte aérea interminável, decidi vir aqui contar a vocês a história desse disco da moça que tanto me encanta a tanto tempo e com certeza, seguira encantando.

Senhouras e Senhoures com vocês FEMININA, disco de 1980 da maravilhosa cantora Joyce.

Nascida Joyce Silveira Moreno, no ano da graça de 1948, nossa moça aqui é mais carioca que o Cristo Redentor.

Cria classica do posto seis de Copacabana, Joyce começa se interessar por musica, de tanto que viu o seu mano, guitarrista, bancário, advogado, flertando ali umas notas com seus amigos Eumir Deodato, Roberto Menescal, Luiz Carlos Vinhas e outras tantas feras. Ela gostou da coisa. Tanto que aos 16 já estréia em estudio participando da gravina do grupo Sambacana. Dae a coisa vai de vez...

Dividindo sua paixão pela musica, com seu trampo de jornalista, recém formada na redação dos Jornal do Brasil de 1967 (Sonho e meca para qualquer jornalista...) ela consegue implacar uma musica sua “Me Disseram”, o que deixou o terrendo propicio para sua estréia em Lp com seu seminal disco “Joyce” de 1968. Uma maravilha de disco que traz joyce definitivamente para o Mercado musical de então. E ela seguiu bem ao longo dos anos 70.

Participa de vários projetos com Novelli, Toninho horta, Nana Vasconcelos, compõe muito, segue seus estudos de violão, grava em 1973 um discaaaaaaaçoooooo com Nelson Angelo, depois da um tempo para cuidar de suas duas meninas Clara e Ana até 1975. Na volta cai na estrada com Vincius de Moraes em uma turne pela América Latina, grava um disco internacional (Natureza, em 1977) com Mauricio Maestro, arranjos de Claus Orgemann que da tão certo, que gera uma turnê por Nova York de seis meses onde acontece algo muito importante para nosso disco de hoje...

Foi la que ela conhece o baterista Tutty Moreno, lendááário batera que tanto tempo havia ficado com Gilberto Gil e que, radicado por lá, bobo que não é, trata de se apaixonar e casar com a nossa Cantora. Da relação vem Mariana em 1979, inicia ali uma parceria musical fodastica e tudo isso torna aquele ano algo mágico; Filha nova, composições gravadas por todo gente como Elis Regina, Maria Bethania, Boca Livre, Nana Caymmi e um contrato com a EMI-Odeon para a gravação de um disco. Surge então em 1980 o lindo “FEMININA”...

Contando com um time formado por feras como Fernando Leporace no Baixo, Gilson Peranzetta no piano e nos arranjos junto com Mario Adnet com Joyce nos violões e Tutty Moreno arrebentando tudo na bateria, começa as gravações do disco. Uma preciosidade que conta com uns hinos como a faixa título FEMININA, com a musica de ninar que ela cantava para as duas filhas Clara e Ana, que virou CLAREANA um baita sucessão de rádio que apresenta Joyce para o povão, além de outras tantas coisas lindas e singelas como REVENDO AMIGOS, CORAÇÃO DE CRIANÇA, a instrumental ALDEIA DE OGUM que leva Joyce à noite hype européia já nos anos 90, uma dádiva de trabalho.

Em 2010, o disco FEMININA ganha uma luxuosa edição de 30 anos, cheia de extras, encartes e outras maravilhas. Mesmo tento a cousa aqui, jamais ela vai superar a alegria e o encanto que sinto com meu velho disco de 1980, herdado de pai, tia, primas e afins.

Afinal de contas, nada pode ser mais lindo que um amor de menino...

Segue abaixo ae no player FEMININA e o linkão por ae para todo mundo baixar a mandinga. Ae é com vocês e já sabem...

Tasca o player e perigas ver!!



experimenta um tiquinho:

9 de jun de 2012

Álbuns Clássicos - EMBALO - Tenório Jr.


Em 1998 eu dei la uma bela de uma radicalizada:

Só ouvia funk, soul e umas coisas obscuras de samba rock. Numa dessas o amigo Zé Renato, musico dos bom mesmo, em meio a umas cervejas Serra Malte que há época eu bebia em larga profusão me falou:

Você deveria ouvir mais o nosso samba-jazz aqui, Marcelo. Vou te emprestar umas coisas...”

Pra falar a verdade no dia, eu tava muito bebado e nem dei atenção. Aeee no outro dia, quando o encontrei novamente na esbórnia ele me trouxe uma bolachona. Perguntei:

Que é isso ae Zé??”

Isso é Tenório Jr. Ouve lá e depois você me fala”

Falei! E hoje vou falar pra todo mundo aqui em Albuns Classicos...

Senhouras e senhoures com vocês, EMBALO, disco de 1964 do graaaaandeee Tenório Jr.

Amigo leitor, infelizmente a vida de Tenório Jr. Foi curta e atribulada não por culpa dele mas enfim....

Francisco Tenório Jr. Nasceu em 1943 no Rio De Janeiro, cria classica das Laranjeiras. Por la começa seus estudos de piano para se tornar uma dos maiores musicos do Brasil, um dos mais influentes da história da bossa nova. Bem molequinho, começa a frequentar o Beco das Garrafas em Copacabana e ali conhece a fina flor do que viria a ser o Samba Jazz. Junto com Milton Banana e o baixista Zezinho, montam o trio do batera e então seu piano passa a ser requisitado por todo mundo.

Em 1963, dividia seu tempo entre os estudos na Faculdade de Medicina e as participações que fazia em gravações de grupos seminais como Os Cobras, Edison Machado e outras tantas feras. Chama atenção da gravadora Elenco e por ela é convidado para gravar o disco hoje em questão.

No começo de 1964, ele consegue reunir as feras Sérgio Barroso (baixo), Milton Banana (bateria) Rubens Bassini (congas), Celso Brando (violão)Neco (guitarra) Pedro Paulo e Maurílio (trompete), Edson Maciel e Raul de Souza (trombone), Paulo Moura (sax alto), J. T. Meirelles e Hector Costita (sax tenor) e entra no estudio para começar compor EMBALO. Que espetáculo!

Para sua estréia, Tenório compõe canções espetaculares como a faixa-título Embalo e outras pérolas como “Nebulosa”, “Samadhi”, “Néctar” e “Estou Nessa Agora”, Além da sacolejante “Carnaval sem Assunto”, do seu parceiro Zezinho que encerra o álbum. Um espetaculo de disco! Com ele, Tenórinho, como era chamado pelos amigos, muda de status definitivamente no meio musical. Passa a ser uma referencia no que se perpetuou por aqui como Samba jazz. Seguiu sua vida de maneira tranquila e produtiva até o ano da tragédia em 1976...

Durante uma turnê pela Argentina, quando acompanhava Vinicius de Moraes e Toquinho, Tenório desaparece. Do nada! Simplesmente some! Diversas buscas, esforços e nada... Evaporou o musico. Ninguem sabia absolutamente nada sobre o ocorrido. A coisa seguiu assim até 1986, 10 anos depois, quando pousa por aqui uma porra de uma ave de rapina, um desgraçado ae, tal de Claudio Vallejos que não é nada porque é um ex torturador da diatadura argentina. Em uma entrevista dada a Revista Senhor, o desgraçado revela que sabia que Tenórinho, durante um passeio pela cidade foi abordado por uma patrulha do Regime Militar Argentino e por ela, detido. A partir dae ficou-se sabendo de tudo...

Tenório foi sequestrado. Durante 14 dias foi barbaramente torturado e em seguida, executado com um tiro na cabeça. Ele tinha tinha 33 anos e deixou quatro filhos e a esposa grávida de oito meses. Após o desaparecimento de Tenório Jr. o cineasta Rogério Lima produziu um curta chamado Balada para Tenório. Com a entrevista do safado torturador em 1986 uma produtora de São Paulo juntamente com Rogério Lima conseguiram gravar seu depoimento que foi usado como base para o documentário em vídeo "TENÓRIO JR.?", que conta a tragédia ocorrida com este músico. Vallejos, denunciado por grupos de defesa de direitos humanos foi preso logo após a entrevista, expulso daqui tres meses depois e espero que ele esteja agora queimando no marmore do capeta, vagando entre o inferno e a casa do caralho! Enfim...
Esse documentário foi atualizado e apresentado pela Tv Cultura ano passado. O filme Bossa Nova de 2006 faz la uma menção a Tenórinho através do personagem de Rodrigo Santoro. Alem disso rola um projeto do cineasta Espanhol Fernando Trueba para produzir longa metragem sobre o caso que envolve Tenório Jr.



Aqui em Albuns Classicos os amigos terão a chance de conhecer o musico espetacular que foi Tenório Jr com a sensacional EMBALO ae no player abaixo. De presente ae pelas capas vai o linkão e agora já sabem qualé...



Tasca o player ae e perigas ver!


 Experimenta um tiquinho...





4 de jun de 2012

A Caixa do Homi...


Eu já tive aquela fase de entrar nas lojas de discos e ter tremores pelo corpo todo ao ver esse ou aquele bolachão. Era uma época de dureza pra caraio, invariavelmente eu não conseguia ter esses discos mas o legal talvez seja exatamente esse...

Eu devo a essa fissura, o gosto pela musica, pelo disco, por todas esas coisas. Ae a gente acha que mudou e que nada...

Dando um rolê hoje por uma loja de cd's daquelas nojentamente limpas, climatizadas, com vendedora que manja mais de escova e reboco de passar na cara do que musica, no Itaim me deparei com um lance que me fez voltar a ter esses tremores.

Trata-se do recém chegado box set THE PLATINUM COLLECTION do mestre SOLOMON BURKE e como eu amo esse homem...

Solomon nasceu na Filadelfia no ano da graça de 1940. Por lá cresceu e começou a dar suas primeiras sapatadas musicais pelas igrejas onde sua familia frequentava, e onde seu pai, o senhor Howard, um baita negão de 2 metros de altura e 140 quilos, era Pastor. Negão brabo!

Organista dos bons, cantor sensacional, Reverendo Howard fazia a familia toda ir para os cultos, orar, limpar a ingreja e tudo mais. O menino Solomon ia sim mas se interessava muito mais pelo coral do que pela causa religiosa em si. Desde molequinho mostrou talento pela coisa e ali mesmo começa a sua carreira de cantor. Sai de lá para gravar aos 15 anos de idade em 1955 e nunca mais volta.

Solomon passa a construir a história de um homem que foi um dos mais influentes musicos do século XX. O Cara que introduziu o Gospel no Soul, que influenciou muita gente, que era admirado por uns caras como Ray Charles assim... Só Ray né??

Ae vi la o tal Box Set; Uma caixa com 24 cd's, encarte lindo, camisa, biografia e o caraio a quatro! Para quem ta com peito e bolso, custa a bagatela de 890 reais a cousa toda, logo não comprei. Ahhh mas hoje tem a net!!!!

Uma boa revirada minha com muitcha fúria e sangue no zóio por não ter a cousa e achei a danada aqui pra baixar! Segue abaixo ae os links, a discografia e um tiquinho do Solomon para quem quiser saber lo que vai ouvir.

Baixe os Santos...


Tasca o Play pra ver o “criippp” do homi ae!!





1962 - Solomon Burke's Greatest Hits, Atlantic - 320 kbps; 28:52
1964 - Rock 'n Soul, Atlantic - 320 kbps; 34:56
1965 - The Best of Solomon Burke, Atlantic - 320 kbps; 54:11
1971 - Electronic Magnetism, MGM Records - 232-373 kbps; 40:34
1972 - We're Almost Home, MGM Records - 235-257 kbps; 36:52
1974 - I Have A Dream, Dunhill - 234-251 kbps; 34:56
1975 - Music To Make Love By, Chess - 320 kbps; 35:04
1979 - Sidewalks, Fences And Walls, Infinity Records - 320 kbps; 35:12
1990 - Home Land, Bizzare/Straight - 320 kbps; 41:39
1992 - Home In Your Heart: The Best Of Solomon Burke (2CD), Rhino - 320 kbps; 1:54:58
1993 - Soul Of The Blues, Black Top - 320 kbps; 54:04
1994 - Live At The House Of Blues, Black Top - 320 kbps; 1:11:13
1998 - King of Rock 'n' Soul, Wea International - 192 kbps, 45:51
1998 - The Very Best of Solomon Burke, Rhino - 320 kbps; 46:02
2000 - Proud Mary: The Bell Sessions, Sundazed Music Inc. - 101-207 kbps; 49:46
2002 - Don't Give Up on Me, Fat Possum - 320 kbps; 51:33
2003 - Live At North Sea Jazz - 205-233 kbps; 1:09:16
2005 - Make Do With What You Got, Shout! Factory - 168-224 kbps; 44:12
2006 - The Chess Collection, Chess - 320 kbps, 1:19:30
2006 - The Definitive Soul Collection (2CD), Rhino - 109-198 kbps, 1:31:24
2007 - The Platinum Collection, Warner Music/Rhino - 320 kbps; 62:23
2008 - Like A Fire, Shout! Factory - 320 kbps; 39:10
2008 - RTE3 Auditorium, Lugano, Swi, 2CD Live at Dec. 5th 2008 - 175-211 kbps; 1:44:05
2008 - This Is It, Shout! Factory - 320 kbps, 41:01

3 de jun de 2012

Álbuns Clássicos - FEITO EM CASA - Antonio Adolfo


Vira e mexe eu me pego aqui falando da Banca Rebel Music de Santo André. Um Sebo, uma banca mesmo... Dos meus amigos Tonho e Chico. E se eu escreve 500 laudas falando da importancia desse espaço seria pouco!

Em uma época em que não existia informação, grana e muito menos conhecimento, esses dois irmão eram um oásis no meio do oceano de nada que era Santo André. Jamais sonegaram nada; Paciencia, educação, amizade, gentileza, compreensão e informação.

Assim como eu que cheguei por alá em 1991, outros tantos caras, uma geração toda se formou ali com esses caras que conheciam absolutamente tudo de musica. Eu passava tardes inteiras ali falando com eles e nessas prosas sempre aparecia uma parada nova. Numa dessas apareceu o disco que será comentado aqui em ALBUNS CLASSICOS:

Senhouras e senhoures, com vocês FEITO EM CASA de 1977, por Antonio Adolfo...

Era um dia de semana e cheguei na banca meio que hipnotizado por um som quebrado, suingadão que Tonho ouvia ainda na velha Pickup:

Porra que quebradeira fantastica! Que é isso ae Toinho??”

Ele deu aquele riso sábio e mandou:

Isso é um musico carioca dos anos 60 e 70, Marcelo. Chama Antonio Adolfo...”

Hummm... muito foda Tonho! Das antiga né?”

É então...”

E então começava mais uma aula. Mas eu vou ser eternamente grato ao Tonho... Foi ele que me ensinou:

Antonio Adolfo é de fina estirpe; Sua mãe era violinista da chiquetésima Orquestra do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Por lá, ainda menino começa a dar suas primeiras sapatadas musicais. E em meio a fagotes, violinos, violoncelos e maestros o menino se apaixonou pelo piano. Subiu em cima dele e aprendeu demais, tanto que aos 16 anos já era solicitado musico do fechado clube da bossa nova. Por lá, pegou uns contatos e passa a tocar em umas boates de jazz de ipanema e cercanias. Ae surge o primeiro grande contato...

Apaixonado pelo virtuosismo do menino, Vinicius de Moraes o convida para montar um grupo, o Trio 3-D para participar do musical “Pobre Menina Rica” de 1964. No meio disso tudo em 1968 arrebenta a boca do burro com o sucessão “Sá Marina” além de conhecer Tibério Gaspar e passa a trocar idéias com o parceiro que vão acabar em “Juliana”, musica a ser interpretada por outro grupo seu que da muito certo, a psicodélica Brazuca. Eis que chega o segundo grande contato:

A partir de 1969 a Deusa Maysa passa a lhe dar grande força ao chama-lo para assinar os arranjos de seu disco homonimo daquele mesmo ano, o sensacional Maysa onde ele emplaca quatro canções cantadas pela Diva. No ano seguinte a consagração ao lado do parceiro Tibério Gaspar:

Na fase nacional do V Festival Internacional da Canção, Tony Tornado bota o o maracanãzinho abaixo ao som de BR-3. Um baita soul, com apoio do Trio Esperança nos backing vocals. Vitória aclamadora! Pinta uma grana e então Tibério decide picar a mula para os EUA, onde estuda jazz, toca e pensa em um projeto seu. Quando volta em 1977 chega a hora de meter a mão na massa.

Com o tempo vivido nos EUA Antonio passa a ter uma nova visão da industria fonográfica, do mundo do espetáculo e do negócio da música, Se grila muito com o esquemão das gravadoras e saca que seu projeto de muita qualidade, muito pessoal e muito caprichado não terá espaço no varejão musical das majors. Então decide ter uma idéia ousadissima para época:

Lançar o seu disco de maneira independente. Veja bem, caro leitor; Estou falando em lançar um disco independente no Brasil de 1977!! Pois bem...

Munido de um espirito empreendedor, Antonio corre atras de um estudio que será o Estudio de Gravações da Arquidiocese do Rio De Janeiro. Preço bão, pertinho, os padres todos bonzinhos... Foi lá mesmo! Ae monta a banda.

MA QUE PUUUUUUUUTAAAAAAAAA BANDA!


Rubinho – bateria, Jamil Joanes e Luizão Maia – baixo, Luiz Claudio Ramos – guitarra, Márcio Montarroyoios – trompete, Oberdan Magalhães – sax, Danilo Caymmi e Franklin – flauta, Suzana, Luna e Marcio lott – vocais, Ariovaldo – percussão e as cantoras Joyce e Malú.

Só feras! Ae num tem como dar errado.

O disco é um espetaculo com musicas divinas como a faixa titulo FEITO EM CASA que já abre o disco botando todo mundo pra levantar da cadeira. Um samba soul sacolejante e irresistivel. Passa pelo doce de voz de Joyce em ACALANTO, arrebenta com o solo de pinao de Antonio Adolfo em CHICKOTE, uma homenagem dele ao amigo Chick Corea, um arrebento de inovações com metais em ataques intermitentes e lindos. Um disco perfeito. Ae veio a parte suada da coisa...



Como já previsto pelo Maestro Antonio, ninguem, nenhuma radio quis tocar a parada. Mas sem crise; O Homem pegou as bolachas, o talão de notas fiscais e caiu em campo para negociar diretamente seu produto com lojistas, com as radios mais descoladas, com produtores, fonogramas, direitos autorais e tudo mais. Não da pra dizer que foi um sucesso de vendas e tudo mais e nem é o mais importante.

Antonio Adolfo consegiu vender 3000 mil cópias. Se fosse numa major da época provavelmente, teria a mesma vendagem e não ganharia um puto. Com feito em casa lançado pelo seu selo o Artezanal, o maestro conseguiu pagar todo mundo, divulgar seu trabalho, fazer uma rapa de shows e ainda ganahr uns caraminguá justos para comprar um fusquinha decente. O resto é história...

FEITO EM CASA é um disco raro, disputado a tapa, porrada, beliscão e rabo de arraia pelo mundo afora. Em um sebo de Londres, ou em uma feira em Piccadily Circus ele não custa menos de 100 euros. Azar de quem ta por lá e não tem a Banca do Tonho...

Hoje, vamos deixar com vocês a musica FEITO EM CASA para dar um gostinho da cousa. O presente ta nas capas ae, quem quiser só clicar nelas.

No player ae embaxo, só tascar o player e perigas ver. Bora lá!



Tasca o play:

6 de out de 2011

Das Minhas Lembranças de Menino Bailante...


Nos distantes anos 70, meu saudoso Tio Sebastian, cabra basco, trombonista de muitos recursos tinha a lendááááriaa ORQUESTRA DE GAFIEIRA SEBÁ GONZALES, que botava o Parque Novo Oratório pra dançar nos bailão da Associação do Parque Oratório nos sabados a noite.


Foi com o velho Tio Sebá que peguei gosto pelas musicas de chacolhar a mexiqueira...


Tio Sebá me apresentou Raul De Barros, J.T Meirelles, Miltinho e afins.


Dentre todas as coisas que meu tio prezava tinha os salseiros do selo Fania Records. O velho piraaaavaa com Willie Colon, José Feliciano, Héctor Lavoe... Cresci ouvindo essas bolachas que depois acabaria herdando.


Eis que passa o tempo...


Em uma tarde de outono dos anos 90, na Banca do meu amigo tonho ele me falou que tinha descolado uma coletânea em Cd, uma tal ae de Broasted or Fried com o finooooooooo da fusão da nova musica latina dos anos 70 e do funk americano da época. Uma coisa de rua mesmo, de quebrada, que sei la porque, hoje chamam “Boogaloo”...


?!?!


Bem que se foda. O que vale é a parada pra todo mundo ouvir e aqui rola mais uma indicacion minha, vocês tem os canais ae embaixo e o cd, novinho, lacrado, custa 12,99 reais nas lojas americanas.


Fica ae o o toque...


PEGUE AQUI: http://www.mediafire.com/?eqp4phe3l1arce6



CONHEÇA AQUI UMA FERA DA FANIA RECORDS, BOOBY VALENTINO...


2 de out de 2011

LIVIN' BLUES e umas coisitas mas dos anos 80 em Santo André...



O Amigo que me le aqui com menos de 40 anos não sabe o parto que era nos anos 80 e começo dos 90, para ter uma imagenzinha infimna que fosse de uma banda de hard rock lado "B" dos anos 70.

Naquela éoca era o meu amigo Jean Gantinis, dono da loja metal que me quebrava os galhos. Sei la como, ele tinha um baita acervo em VHS de uma porrada de bandas que a gente gostava e que só ouvia por lá, de sua coleção fodástica de vinis.

Daquela época, uma banda holandesa nos chamava muita atenção;

LIVING BLUES.

Quintetão porradaria de Blues e jumpin, que tinha um baita discão ao vivo que a gente até furou de tanto ouvir na Metal. Foi muito bom ver que o tal do youtube ja os tem por lá e bem...

Tem gente que diz que sente "falta dos anos 80..."

Balela da porra!





1 de set de 2011

COOL HAND LUCKIE...


Ela me disse que "estava em busca da luz" e eu a informei que o interruptor ficava à sua esquerda...


Minha amiga falou disso comigo, durante uma visita feita por ela para me contar de sua conversão ao budismo tibetano. Gente boa a Carol. Era atriz e trabalhava para o Grupo Tapa. Conceituado grupo de teatro de São Paulo. Ela merecia. Ralou muito. Estudou e trabalhou pra caralho para chegar lá. Legal recebe-la, mesmo sendo eu totalmente avesso às visitas. Mas a Carol era diferente.


A merda era que o momento que ela escolheu para me contar tão mística decisão tomada por ela, não era dos melhores.


Já fazia um mês que havia acabado o emprego temporário que eu tinha descolado e o que entrava em contagem regressiva agora era o meu dinheiro recebido pelo último mês de trabalho. É foda; Por menor que seja o apego que você tenha pela porra da grana é simplesmente impossível você se dissociar totalmente dela. Até porque, esse apego que te falta é suprido de maneira maravilhosa por aqueles que te cercam...


Era um que lembrava da conta de telefone, outro que lembrava que a parede há muito necessitava de uma mão de tinta e mais mercado, feira, farmácia... Puta que pariu!!


Quando eu era desempregado, era feliz e não sabia... sei lá.


Talvez eu pensasse nessa estupidez toda, como uma espécie de antídoto para os duros meses que viriam pela frente. Se bem que tecnicamente eu não estava totalmente desempregado. Fiz contatos. E durante aquele tempo que trabalhei naquela agência de publicidade, conheci algumas pessoas legais. Uma delas me fez uma providencial ligação oferecendo-me trabalho em uma conhecida revista de música.


Era um artigo, quase uma pesquisa, sobre o "lado B dos anos 70". Segundo o educado carinha que me recebeu na redação na revista, tratava-se de "um estudo aprofundado de algumas bandas de hard rock que apesar de influenciarem uma porrada de bandas atuais passaram batidas por toda aquela década punk, progressiva e purpurínica". Achei até interessante a idéia.


Confesso que cheguei até a me impolgar. O que fodeu com meu ânimo foi saber na reunião de pauta, que a capa da revista seria o Samuel Rosa do Skank. A entrevista central da revista seria com a Carla Perez, cuzuda do grupo Tchan. E mais; Dez páginas seriam dedicadas a "super produção" cinematográfica FIM DOS DIAS e mais um monte de matérias coladas de outras revistas. Aí eu pensei; "No meio disso tudo, onde é que eu vou enfiar MOUNTAIN, JAMES GANG, SIR LORD BALTMORE, BABE RUTH,...?"


"No meu cu!" – pensei comigo mesmo no metrô, enquanto eu voltava para a casa. Mas como quem precisa trabalhar tem que engolir de tudo que é sapo resolvi que iria fazer o trampo e foda-se. Pois bem.


Foi durante esse meu "aprofundamento", que a Carol, toda feliz, me falou do "aprofundamento" dela. Ela se preocupando com a espiritualidade enquanto eu me "aprofundava" em THEN YEARS AFTER, PINK FAIRNES E DR. FEELGOOD... Ou seja:


Não rolou a menor comunicação entre nós. Pena. Eu adorava a Carol e bem que eu gostaria de parar o meu "aprofundamento", para ouvi-la falar do Dalai Lama, da opressão chinesa sobre o Tibet ao longo dos séculos e claro; Da considerável possibilidade de varar a noite e a Carol em uma transa onírica!! Não rolou.


Nem o clima, muito menos eu, colaboramos muito para isso. Mesmo assim a Carol ficou comigo por mais de duas horas. E quando se despediu me beijou com a boca de Marlboro deliciosamente. Grande mulher. Fiquei de ligar. E era nisso que eu estava pensando às 03:15hs da madrugada daquele dia:


"Ligo para ela ou não?" Não.

Me parecia descabida a idéia de combinar por telefone, algo que eu deixei de fazer em loco. Deixa pra lá. Outra hora a gente transa. E agora enquanto eu ouço um bom disco do THE FUGGES, descobri que às vezes na vida é melhor você priorizar as coisas a serem aprofundadas.


Tem lugares bem melhores que os livros do Sartre para você enfiar a cara, bicho.

26 de jul de 2011

EDUARDO GALEANO: Futebol Ao Sol E À Sombra


Existe uma chance de tentar entender o porque do futebol emocionar tanto. Se você não suporta a idéia de tentar descobrir isso, através do Luan e do Tinga do meu Palmeiras, tenta com o mestre EDUARDO GALEANO e seu maravilhoso livro de Crônicas de Futebol... FUTEBOL AO SOL E A SOMBRA foi escrito 5 minutos antes do começo dos sonhos...





Pra baixar o livroo...

http://www.4shared.com/file/oQOnSiuk/Eduardo_Galeano_-_Futebol_ao_s.html