Quando não se tem nenhuma outra alternativa, melhor falar a verdade...
Bem, quando eu não tinha nada pra fazer na vida, em dezembro de 2004 me veio à mente a idéia de escrever um livro inspirado em algo que gosto muito que são os Exploitation Movies. Filmes de orçamento baixo, provavelmente todos, dos anos 60 e 70, que visam lucro rápido, sem ser necessaraiamente trash. São peliculas que abordam temas como sexo, violência, motor's, terror e gore (Terror nojento, regado a catchup e zumbis). Alguns caras são fundamentais nisso...
Russ Meyer, diretor americano a quem muito prezo e o cartnuista Marcatti, de quem sou muito fã, foram os que mais habitaram minha vida naqueles dias quentes. De Meyer, pensei muito na forma maneira, leve e bem resolvida com que ele sempre tratou de sua tara mor, os peitões. Escrachava isso na tela da américa careta do pós guerra com extrema habilidade, criatividade e inteligência.
Marcatti, grande cartunista, tem entre sua vasta obra de mais de 30 anos, as suas Pin-ups, uma, inclusive uso como capa ilustrativa dessa página como podem ver ae do lado... TODAS AS MULHERES DOS EROTOMANIACOS são inspiradas nesses pin ups. As formas arredondas, suculentas e matadoras delas, são primordiais para o desenvolvimento das tramas. Ae fechou a parte estética da coisa...
Com os trabalhos, pensei em criar uma litaratura que não há por aí; EROTOMANIACOS são os sem alma da literatura nacional. São os trabalhadores assalariados que habitam as periferias das grandes metrópoles. Fala de desejos, taras, fetiches desse povo todo, excluido socialmente das mais diversas formas. São contos, que passeiam pelo universo suburbano de maneira honesta, falando de sexo e de como essa informação é tratada...
São informações que geralmente chegam via televisão, através de programas sensacionalistas, apelando pro populacho óbvio de apresentadores histéricos, sem muito cuidado, sem muito critério. EROTOMANIACOS trata dessa discrepância; Do efeito, tendo como cerne, a impotencia em cuidar da causa.
Bão agora leiam...
Trabalhavam juntos havia alguns meses.
Idario teria uma dezena de motivos para sentir-se atraído por Leila. Era uma garota linda. Pequena, loira, olhos verdes, corpo curvilíneo, farto, cintura fina, rosto bonito, meiga, bem educada, simpática, bem humorada e de bem com a vida em seus 26 anos. Um sonho de garota. Mas não foram os dotes físicos que atraíram Idario. Leila era supervisora da empresa que trabalhavam. Uma importadora de produtos em que ele era auditor. Várias eram as histórias em torno dela. Ele ouvira algumas. Sabia da centena de tentativas de subornos por parte de seus superiores e também tinha ciência da peremptória recusa de Leila a todas elas. Encantava-lhe a correção da moça.
Séria, responsável, jamais dava brecha para as cantadas burras e estúpidas que recebia nos corredores da empresa. Delicadamente livrava-se de todas. Sempre de uma forma em que fazia por onde não se indispor com quem quer que fosse. Um poço de virtudes. Normal Idario sentir-se atraído dessa forma.
Era um católico.
Cresceu em uma família repressora que lhe cobrava a virtude o tempo todo sem ter o discernimento de saber que uma boa trepada também pode ser santa. Cresceu travado. Bateu sua primeira punheta aos 17 anos e gozou em meio à culpa, lágrimas e prazer. Trepou pela primeira vez aos 23 anos com a prima puta e ali se estabeleceu o trauma...
Sabia que a prima dava para o mundo todo. Que todos os homens possíveis, imagináveis, impossíveis e também os inimagináveis, ali, naquela mulher, sua parente, fizeram o que quiseram. E no meio da transa, após ver sua prima chupando-lhe a rola teve nojo. Mesmo com isso não conseguiu segurar o prazer e gozou-lhe na boca. Quando viu a prima se lambuzando, esporrada, sorrindo e safadamente feliz, teve um surto. Imediatamente correu ao chuveiro e lavou-se esfregando uma bucha em suas costas num banho em que depositava todas as esperanças de livrar-se do que julgava ser um “pecado”.
Assim continuou sua vida...
Tinha agora 29 anos. Algumas mulheres em seu “currículo” e com todas sempre seguia o mesmo ritual. Subia em cima, trepava, gozava e corria para o chuveiro, lavando-se em busca da beatificação. Mas e Leila? Bem...
Tinha ótimo relacionamento com Idário. Gostava de sua honestidade de sua postura respeitadora e também, do homem que se apresentava. Idário era um moreno bonito, forte, tinha bom coração e era muito bom amigo. A coisa entre eles foi aumentando com a convivência diária. Então chegou o dia que os deuses em que Idário acreditava olharam para ele e resolveram ajudá-lo...
Houve a necessidade de se fazer uma auditoria em uma sucursal da empresa em uma paradisíaca cidade do interior do Rio de Janeiro. A matriz em que trabalhavam enviou-os e Idário dirigiu feliz da vida até o hotel reservado para ambos. Tudo nos conformes. A cama era de casal, teriam três dias para ficarem juntos e o desejo entre eles colaborou com o resto. Entraram no quarto. Leila pediu para ele esperar que ela tomasse um banho e ele esperou, sentado na cama de casal. Quando ela saiu, vestia uma camisola vermelha que levantaria qualquer defunto de qualquer túmulo, fizesse o tempo que fosse do falecimento do infeliz...
Curtinha, de renda transparente, vermelha, calcinha minúscula da mesma cor, Idario ficou louco! Foi pra cima e ela o recebeu bem. Beijou-lhe o corpo todo, chupou-lhe como nunca havia sido chupado e transaram de uma maneira razoável devido à forma afoita com que ele tratou do lance. Muita pressa, correria... Como um coelho, trepou, trepou, gozou e... Saiu correndo para o banheiro tomar banho. Leila não entendeu nada. Entendeu menos ainda quando ele cobrou dela a mesma atitude... Que ela fosse se lavar! Como foi a primeira, ela não discutiu muito. Foi até o banheiro e lavou-se. Ficou um tanto intrigada. Era uma mulher acostumada a dar carinho e também a receber carinho pelo menos na mesma proporção. Sexo era troca. Não entendia como podia um sujeito que acaba de fazer amor com ela simplesmente, virar para o lado e dormir, ou naquele caso, pior ainda: sair correndo para tomar banho e com nojo! Relevou na primeira vez e preferiu não falar nada.
Mas mesmo uma moça santa como Leila tinha um certo limite com sua paciência...
Ficaram por lá mais três dias. E em todas as ocasiões em que transavam a cena se repetia. O filho da mãe católica, abençoado pelo espírito santo, gozava, não dava prazer nenhum para ela e saía correndo para o banheiro em busca da sagração divina. Leila cansou. Decidiu que daria um basta naquilo. E foi após o monossilábico jantar que tiveram. Tudo até então transcorria como de costume naqueles dias; falaram de trabalho, de números, de marketing, de desvios e outras baboseiras que ela queria esquecer pelo menos por alguns dias. Ficou quieta.
Entraram no quarto. Idário como sempre, deitou na cama e esperou por ela. Quando a viu quase enfartou. Leila vestia um espartilho rosa, lindo, lindo, lindo. Cor-de-rosa. Uma cor que o fez lembrar-se de momentos de sua infância, que o remeteu a um passado longínquo, despertou nele algo de muito terno. Foi pra cima dela e tomou um susto. Leila deu-lhe um tapa que explodiu com força do lado direito de seu rosto. Ele a olhava estupefato e nessa hora ela ordenou:
“Deita na cama.”
Sem saber muito bem o que fazer, deitou-se. Ela livrou-se da calcinha do espartilho, sentou-se primeiro no seu peito e foi se ajeitando até chegar com a buceta na cara de Idário:
“Mas o que você ta fazendo? Ta louca?!”
“CALA A BOCA. VOCÊ VAI DEIXAR DE FRESCURA E DE UMA VEZ POR TODAS VAI APRENDER A CHUPAR UMA BUCETA. VAI.. CHUPA ESSA PORRA, SEU MERDA!!!” – e socou-lhe a buceta na cara.
Idário no começo até tentou livrar-se. Debateu-se, sentiu-se sufocado, meio que usurpado, mas foi relaxando aos poucos com aquele vai e vem gostoso da linda vulva da moça santa ralando sua cara. Tudo veio à sua mente. Os anos de repressão em casa, os sermões pífios dos padres que ele sempre ouvira, o pai infiel que lhe cobrava uma retidão de caráter que jamais teve, as tias encalhadas, velhas virgens mal-amadas tentando empurrá-lo para um seminário, a vida celibatária que levou durante os anos em que a faculdade era uma festa... Pensou no tempo que perdeu, em tudo de que abriu mão e resolveu tocar o foda-se. Entregou-se àquela buceta em sua cara e chupou-a de uma maneira compreensivelmente atrapalhada. Então descobriu que nada precisava ser certinho o tempo todo. Viu que Leila sentia prazer e quando finalmente, aquele líquido melado, gostoso, jorrou-lhe na cara, Idario finalmente recebeu a beatificação que tanto buscava na vida. Sentiu-se homem. Forte, viril e “competentíssimo...”
Leila então fez como ele. Não deixou que ele toca-se nela. Foi para o chuveiro e então ele finalmente entendeu tudo. Não se queixou quando ela disse que iria embora. Ao contrário, abraçou-a em silêncio como se agradece por um grande favor recebido.
Hoje, Idário é o melhor amigo daquela antiga prima dele...
DUAS HORAS PROLETÁRIAS NO PARAÍSO E UMA ÓTIMA CHANCE DE FRANCOIS OZON FAZER DIREITO; SWIMMING POOL AO SOM DE CARLA BRUNI...
Não acontecia absolutamente nada na vida de César. Tinha lá seus pouco mais de 25 anos e trabalhava como repositor de mercadorias em um infernal mercado de periferia de médio porte. Passava os dias em meio á caixas de sabão, papel higiênico, latas de ervilhas e peças e mais peças de mussarela e milhares de caixas de cerveja. Era uma merda tudo aquilo. As horas não passavam, os dias ficavam intermináveis e tudo era muito chato. Mas como sempre a providência divina cuida de dar uns instantes de alegria a todos indiscriminadamente, chegou então a hora do pobre...
Perdia-se em uma pilha de latas de óleo quando ouviu a pergunta:
- Moço, onde fica o molho de tomate?
Era uma escultura!
Morenona, grande. Tinha mais ou menos um metro e oitenta de altura, coxas rijas, grossas, canelas maravilhosamente bem torneadas, peitos grandes e firmes, durões mesmo, Desfilava com um vestido de chita florido, de alças, com o comprimento de mais ou menos quatro dedos acima do joelho, que ressaltavam César apontou então o display que ficava bem embaixo
dos outros. Seguiu aquela bunda com os olhos famintos.
E quando ela abaixou para pegar a tal lata de massa de tomate, César, reles mortal foi agraciado com aquela imagem, aquela cena que era uma verdadeira ode à criação humana! Prova definitiva que Deus existe. Porque só um ser, provido de toda a santidade do universo, poderia criar uma bunda como a da Clotilde. Ta aí. A PROVA QUE DEUS EXISTE É A BUNDA DA CLOTILDE!! Ao pegar a lata fez a pose clássica. Abaixou-se como se fosse pegar os tornozelos com as próprias mãos, virando aquele rabo todo ele
De pau duro, quase gozou ao vê-la desfilando pelo mercado em meio a latas de sabão em pó, bombril, leite... O movimento daquele quadril era divino! Um rebolado não vulgar, mas gingado, cheio de suingue, como em um samba do Jorge Bem dos anos 70. A mais bela demonstração de brasilidade era aquela
bunda chacoalhando. QUE PATRIOTA ERA CLOTILDE!ainda mais as suas formas. Além de tudo, tinha uma bunda... mais que bunda!!! Ficou maluco.
dos outros. Seguiu aquela bunda com os olhos famintos.
E quando ela abaixou para pegar a tal lata de massa de tomate, César, reles mortal foi agraciado com aquela imagem, aquela cena que era uma verdadeira ode à criação humana! Prova definitiva que Deus existe. Porque só um ser, provido de toda a santidade do universo, poderia criar uma bunda como a da Clotilde. Ta aí. A PROVA QUE DEUS EXISTE É A BUNDA DA CLOTILDE!! Ao pegar a lata fez a pose clássica. Abaixou-se como se fosse pegar os tornozelos com as próprias mãos, virando aquele rabo todo ele
De pau duro, quase gozou ao vê-la desfilando pelo mercado em meio a latas de sabão em pó, bombril, leite... O movimento daquele quadril era divino! Um rebolado não vulgar, mas gingado, cheio de suingue, como em um samba do Jorge Bem dos anos 70. A mais bela demonstração de brasilidade era aquela
bunda chacoalhando. QUE PATRIOTA ERA CLOTILDE!ainda mais as suas formas. Além de tudo, tinha uma bunda... mais que bunda!!! Ficou maluco.
Embasbacado tratou de saber um pouco dela. Não conseguiu muito no começo. Soube apenas que se chamava Clotilde e trabalhava como empregada doméstica na casa dos Alcântara, um casal de industriários, muito ricos e muito antipáticos que moravam nas proximidades do bairro. Que não vinha muito no mercado do bairro porque os patrões compravam sempre nos hipermercados e vez por outra, quando faltava algo corria até o comércio mais humilde. Daquela vez, molho de tomate para o filho do casal que ela tomava conta. O tal queria um macarrão. Despediram-se no caixa e o primeiro contato acabou ali. Mas a providencia resolveu cuidar de César com carinho...
Começou a faltar mais coisas na dispensa da casa. O casal resolveu viajar e se fez necessária uma pequena despesa. E quando César viu a bela morena cheia de sacolinhas de plástico, imediatamente tratou de sugerir-lhe que pedisse pela entrega a domicílio. De bom grado a morena aceitou e sem muito esforço, ele convenceu o patrão a deixa-lo fazer a entrega. E nunca foi tão bom passear de Kombi na periferia...
Era até perto. Cinco minutos e ele estava na frente do imenso portão. Tocou o interfone:
- Quem é...
- Oi, boa tarde. É aqui a casa do senhor Domires Alcan...
- NÃO TENHO NADA PRA DAR NÃO!
- Hã... Desculpe-me, mas não se trata disso...
- Fala logo o que você quer então, porra!
Engoliu a seco para não mandar o cara ir tomar no cu e continuou:
- É que eu trabalho no Mercado Perilo e a Clotilde encomendou umas compras...
- CLOTILDE! Vai lá no portão que tem um babaca ai, querendo entregar não sei o quê!- E desligou o interfone. Ficou puto mas relevou. E quando Clotilde apareceu, seu coração arrefeceu-se:
Oi César. Desculpa a demora. Eu estava ocupada, mas entra...
Viu a roupa de Clotilde e quase teve uma síncope...
Vestia uma camiseta velha de algodão, branca, com uma estampa central do Piu-Piu, de cor amarela, de comprimento reduzido, devido ao fato da mesma ter sido cortada na medida da cintura deixando assim, a mostra o umbiguinho e aquela barriguinha linda da Clotilde. E como a tal camiseta era bem pequena, os belos peitões da Clotilde, também propiciavam um espetáculo, ela não usava sutiã, e além dela estar mexendo com água, o suor deixou a camiseta molhada. Resultado:
Os bicões durinhos daqueles peitos estavam furando a camiseta. E da cintura pra baixo, outro show. Complementando o traje, estava de shorts. Era um shortinho de lycra de tons arroxeados, cavado, bem cavado e bem curtinho... pequenininho mesmo. Tão pequeno e apertado que deixava bem a mostra as "bochechinhas" da bunda da Clotilde.Tudo de fora, pois o shortinho era tão pequeno que conforme a Clotilde andava, ele ia ficando socado no cu. E que paisagem divina!
- Ta muito calor e acho melhor você entrar,e descarregar isso ai, antes que você derreta nesse sol, César. Entra que eu te mostro o lugar.
- Beleza! -
E ela virou para mostrar-lhe o caminho.
- Por aqui, César...
E bem na sua frente, agora ele tinha aquela bundona bonita, morena, tentadora, que devido aquele andar macio, malemolente, rebolava, mas rebolava gostoso mesmo. Um rebolado natural, sem ensaio e nem vulgaridade. O de Clotilde era diferente...
- Vem César... É logo ali...vem...
Ele foi de pau duro, totalmente hipnotizado por aquela bunda sacolejante. Obedecia sem tirar o olho das bandas da bunda de Clotilde, que iam se mexendo diabolicamente em sua frente:
- Já está chegando, é aqui nessa parte...
Era no pé de uma escada de uns 20, 25 degraus em forma de espiral, que ao final dariam num lugar que parecia ser uma lavanderia. Um compartimento separado da casa:
- Aqui, Clotilde? Mas como é que você vai fazer para subir com isso tudo ?l Tem alguém ai pra te ajudar?
- Ah, pois é. O Seu Onofre hoje ta de folga.
-...Seu Onofre?
- È. O jardineiro. Ele não vem hoje, mas não tem problema, eu mesma levo lá pra cima aos pouquinhos...
- De jeito nenhum! Pode deixar que eu levo pra você...
- Ah, mas vai te atrapalhar...
- Vai nada. Só vai na frente pra me mostrar o caminho.
- César você é um amor.
- Cê não viu nada Clotilde!
- Quê?
- Nada - desconversou - vamos lá, me mostra onde fica. - E antes de segui-la contou. Um, dois, três degraus subidos por ela, e dai foi. Só então percebeu que a escada era estreita demais, e mal cabiam os dois, mas...
- Ta dando ai, César?
- Tomara que de... Tomara...
Com os três degraus que esperou, Clotilde ficou com o cu bem na cara dele. E para me ajudar, tinha o fato da escada ser estreita, ou seja: a cada degrau que ela subia (devagarzinho, em função do espaço) ele acompanhava em close up aquela bunda mexendo gostoso, praticamente no seu nariz:
- César, ta muito ruim de subir? - perguntou-lhe com o pé direito no degrau de cima.O esquerdo no de baixo, o que fez com que ela fizesse uma pose irresistível:
- Já subiu, Clotilde! Ta é bom... continua...
Ela sorriu. E continuou o movimento: bunda vai, bunda vem, como se fosse a batida de um surdão. Tum, Dum, Tum, Dum, Tum, Dum, ela subia a escada como quem dança ao som de um samba do Marko Ribas. Que suingue! Com o nariz praticamente fincado naquele cuzão lindo, protegido apenas por um curto shortinho e uma minúscula calcinha vermelha, cujas tirinhas laterais César já tinha visto. Ele sentia até o cheiro daquele cuzão redondo, rijo, moreno, molhadinho de suor.Um doce aroma sentido por suas safadas narinas. "E tem gente que prefere "Azzarro" ... Pensava com ele.
De repente, ela avisou:
- Chegamos, César.
_ Que merda!
- Hã?
- Nada. É que eu gostei da escada, Clotilde – respondeu olhando o corpo todo dela e Clotilde finalmente percebeu:
- César, César...- Sorriu-me enquanto abria a porta da dispensa, para que entrasse:
- Entra... Pode guardar aqui que depo... CÉSAR, QUE É ISSO?!
- O que, que foi...
- Que é isso ai,
Olhou pra baixo e vi meu pau furando a calca de duro! Não deu mais pra esconder, escancarou:
- Olha, Clotilde, a parada é a seguinte: tá um puta calorzão, eu to trabalhando pra caralho, num lugar cheio de doido e quando nada de bom parece que vai rolar, me aparece você, com esse peitão e esse shortinho enfiado no rabo... Cê quer o quê? Eu não sou de ferro, mulher!!
Magia. O indefectível clima de sacanagem estava no ar. Acasalamento pronto a caminho. Ela sorriu maldosa e falou:
- Mas vai ver alguma coisa ai, é de ferro... – falou de olho no enorme volume da calça de César:
- Safada!
- Sou não. - e sorriu para ele com cara de "Vêm cá, homem". Não agüentou e foi pra cima:
- Ai, César...
E do jeito que deu, tascou-lhe um beijo na boca. Depois no pescoço, nas tetas...
- Calma, eu tenho que ver um negócio...
- Tem sim, Clotilde.Você tem que ver o meu negócio...
- Espera... - e se soltou dele dirigindo-se até a varanda daquele lugar.Ele foi atrás. De costas, com aquele rabo todo virado pra ele, César engatou-lhe a pica. Como ela era mais alta que ele, se abaixou um pouquinho, deixando a bunda dela no jeito para que César a encoxasse, metendo as mãos nos peitos dela, chupando-lhe a orelha, pescoço e tudo mais que pudesse ser chupado. Ela por sua vez,não deixou por menos: encostou bem a sua bunda no pau dele mexendo-a, fazendo um "sobe-desce" delicioso.
- Ta gostoso, ta?
Quando pensou em responder, ela começou a rebolar, mexer, virar e esfregar com força aquela bundona na sua rola.
Ele estava louco!
Abaixou a calça até o joelho, ficando só de cueca, o que intensificava o prazer daquelas reboladas. Depois,de forma animalesca,rasgou-lhe a tal camisa do Piu-Piu e começou a chupar-lhe os peitos.
- Nossa, que vontade que cê ta hein, menino... ai... ai - e rebolava no seu pau, enquanto ele virava para chupar-lhe os peitões, quando de repente...
- CLOTILDE!!!
Era a voz mal educada que o atendeu no interfone: Tomou um susto.
- Caralho! Que porra é essa?
- É meu chefe... digo, o filho do meu chefe!
- Ele ta aqui?
- Ora, quem te atendeu?
- Não...eu digo, aqui perto?
- CLOTILDE! PORRA... - insistiu a voz.
- Ta ali, ó...
E bem de testa com César surgiu um gordo bobo, moleque com cara de mimado, em uma cadeira de rodas, em frente à piscina, olhando para direção deles."FUDEU"...
- Ai caralho!! Ele ta ali, então ele viu tudo... - falei enquanto arrumava as calcas.
- Oi Seu Renato... - ela respondeu.
- Porra Clotilde! Você ta surda?
- Desculpa Seu Renato, eu to guardan...
- Foda-se!!!Eu quero ir pro salão de jogos...
- Ta bom Seu Ren...
- E QUERO SUCO DE TOMATE!!!
- Vou fazer.
- RÁPIDO!!
E quando ele ia correndo embora, Clotilde foi atrás dele, com os peitos de fora, pedindo que esperasse. Estranhou:
- Ô Clotilde, cê vai passar pelada bem na frente do aleijado? Quer que eu vá preso!
- Cala a boca e vem comigo César - e passou pelo cara da cadeira de rodas (mecânica, de rico) com tudo aquilo de fora, levando-lhe até a cozinha.
- Clotilde, você ta louca? Esse aleijado vai me foder! Eu tenho que sair fora...
- Vai nada, E ele não é aleijado... É CEGO!
- Quê?
- Cego! Ele é cego, César...
- Então, por que ele fica na cadeira de rodas?
- Porque ele não gosta de andar.
- Por isso que está com aquela pança toda....
Ela terminou o suco de tomate e o chamou safadamente:
- Vêm, César... vêm comigo.
- Você endoidou mulher? E o cara...
- Eu já não falei que ele é cego, menino. É só não fazer barulho... ou você não quer? - perguntou-lhe com aquela lomba empinada. Não deu pra negar. Foi atrás babando. Chegaram. Ela fez um gesto pedindo silêncio. Ele fez e ela seguiu o cara. Depois, ela deu a volta, ficou de costas e apoiou os dois cotovelos em cima da mesa de sinuca, ficando de quatro pra César. E com aquela carinha de safada, olhou para ele e o chamou com o dedo indicador, tipo: Vêm...
Feito um touro ele foi. Esfregou o pau ali mais umas vezes, depois tirou o shortinho dela. Afastou a calcinha vermelha pro lado e desceu a língua na buceta dela, aproveitando o vai e vem gostoso que ela fazia. Depois levantou, tirou a roupa, pegou o pau que estava latejando de tesão e a enrabou por trás..."CARALHO QUE BUCETA!" – pensou:
Uma, duas, várias estocadas! E ela mexia... E a cada mexida, aquela buceta "abocanhava" mais o seu pau...
- CLOTILDE!!
- Ooi...Seu Re...nato - ela respondeu em meio a putaria.
- Que você ta fazendo? Que barulho é esse?
- Eu to limpando a mesa...
Só então César reparou que o cego estava a uns três metros deles. Ele ali, de calcas arreadas nos pés, fodendo uma das bucetas mais gostosas de sua vida até então, enquanto um cego, mórbido e preguiçoso, tomava um copão de suco de tomate de canudinho!
FODA-SE!- Pensou. E não parou.
Ergueu uma das pernas dela, apoiando-a na mesa, o que arreganhou legal aquele bucetão e socou rola.Plac, plac, plac, plac, plac... Fodia com forca e a Clotilde agüentava. Era uma mulher forte, gostava de meter, não tinha medo de rola e não estava nem ai pro barulho das minhas estocadas. O problema é que:
- CLOTILDE!!
- Puta que pariu! Por que Deus não fez esse desgraçado surdo e mudo?
- Fala baixo, César !!
- Que merda de barulho é esse? Que cê ta fazendo na mesa...
- Eu estou lustrando a fórmica dos lados, Seu Renato.Ta um pouco empoeirada...
- Quero ouvir música.
- Vou ligar o radio - respondeu a Clotilde, peladona!
- Não! Eu quero ouvir meu discman com fone de ouvido!
César agradeceu a Deus, pelo fone de ouvido...
Clotilde buscou o discman com um cd do "Steve Vai" dentro (só podia ouvir essas porras mesmo!) verificou o volume adequado e voltou:
- Você colocou pilhas novas, Clotilde?
- Coloquei, César. E as suas... estão novas?
- Carregadíssimas!
E desta vez, ele a jogou de costas no chão. Pegou as pernas dela,apoiou-as uma em cada um de meus ombros e continuou a "fodeção". Enquanto o cego babaca, começou a chacoalhar a cabeça feito tonto ao som daquele porra daquele "datilógrafo" da guitarra.
"Que mané" – pensou César. - Agora fica de quatro, Clotilde...
E quando ela virou aquele rabo todo pra ele, não conseguiu mais se segurar. Ao penetra-la de quatro, deu as primeiras estocadas, agüentou por mais um tempo, depois tirou o pau pra fora enquanto ela, esperta, percebendo que César não ia mais conseguir segurar a gozada, pegou-lhe a rola e abocanhou toda! Até a goela!!! Ele pegou a cabeça dela e começou a foder a boca da mulher. Ela parou. Mas começou a chupar-lhe como se o mesmo fosse um pirulito e com aquela mordiscagem, aquela cara de safada ,rindo pra ele, aquela mulher de joelhos... foi inevitável.
- AAAHHH!!! PUTA QUE PARIU...
E então, após o berro lavou a cara toda da Clotilde, esporrando em jatos num gozo espetacular!
- Clotilde, que barulho é esse?! - perguntou o cego chato, arrancando bruscamente o fone de ouvidos.
- Foi na...da não... Seu Renato. - ela respondeu ainda com meu pau de César na boca dela.
- Eu to falando que você ta surda! Eu ouvi alguém gritando, Clotilde!!!
- Não é o "homi" do cd, Seu Renato? - ela perguntou,agora de pé abraçada com César:
- Não, sua burra! Guitarra não canta...
Eu vou lá na frente ver o que foi, Seu Renato...
Partiu em direção ao portão enquanto o cego sedentário, nojento e arrogante ouvia o tal cd na beira da piscina. Passou em frente à cadeira dele, jogou-lhe uma conversa boba qualquer e depois fez um sinal para que César terminasse de se vestir e fosse embora. Ele assim o fez. Arrumou-se da forma que foi possível, passou por Clotilde deu-lhe um malho gostoso e foi para o portão de saída. Nessa hora viu o moleque cego. Não se pode dizer que sentia raiva daquela podre figura mas sentiu que não poderia ir embora sem que antes acertasse umas contas com o tipo. Foi até o moleque que percebeu a aproximação de alguém e falou:
Porra Clotilde, você não tem mais o que fazer?! SAI DE PERTO DE MIM QUE EU QUERO FICAR SOZINHO!!
Vai tomar no cu seu escroque...
Quem é você? Quem deixou você entrar aqui??!?! CLOTILDEEE...
César não falou nada. Apenas empurrou a cadeira de rodas até a piscina, jogou lá o monte de merda que era o moleque e saiu feliz como poucas vezes fora em sua vida...
A PELEJA DE FASSBINDER E JEAN GENET CONTRA SERGE GAINSBOURGH E MAIS UMA PROVÁVEL FÁBULA DOS SUPERMERCADOS DA VIDA; Uma balada que Celso Blues Boy não tocaria...
Aos 28 anos de idade não tinha sequer, um céu, para limitar os desejos de Alberto. Bonitão. Alto, forte, atlético, definido, cabelos pretos, olhos verdes, largo sorriso e boca de Allain Delon. Trabalhava havia tempos em uma empresa de laticínios. Fora sempre um vitorioso. Desde pequeno sempre soube aproveitar as chances que a vida lhe dava. Filho de pai comerciante e mãe professora de escola particular, Alberto fugia do protótipo de típico garoto de subúrbio como vários que ele conhecera e até convivia.
Teve um bom padrão de vida e com isso pode estudar e se preparar adequadamente para encarar o mercado de trabalho. Formou-se em economia e foi trabalhar como diretor financeiro da tal empresa em questão. Cresceu. E além de belíssimo homem, tinha prestígio na empresa um Vectra novo e muito bom papo. Com isso era um sucesso por lá. No quesito das conquistas nunca passara aperto. Comeu praticamente o setor todo e mais algumas áreas da empresa. Não tinha mulher que lhe falasse “não”. Todas. Secretárias, estagiárias, diretoras como ele, vendedoras, faxineiras... Alberto fez e desfez como bem entendeu e do jeito que quis com todas. Por “mérito” ficou então conhecido pela alcunha de Betão. E Betão era o homem...
Mas todo homem tem lá suas fraquezas. A de Betão chegou na empresa...
Carol.
O setor administrativo da empresa havia contratado uma nova gerente. Corriam à boca pequena, todas as informações sobre a moça. Linda. Típica garota batalhadora, que suou muito para cursar sua faculdade, pagar pelos estudos, conseguir seu primeiro carro, um Gol “Bolinha”. Diziam os que haviam tido contato com ela, que se tratava de uma ótima moça. Alegre, simples, culta, muito bem educada, acessível, agradável, de primeira conquistou toda a equipe que liderava. Mas não eram essas as informações que interessavam ao nosso “Omar Sharif”... Linda!
Carol era uma linda menina!
Pouco mais de 26 anos de idade, pequena, loira, linda de cabelos cor de sol, sorriso lindo, farto, meiga, curvilínea... Tinha uma clássica cintura de pilão e uma anca de fazer inveja a qualquer negona. Bunda grande, bem redonda, durinha, arrebitada, coxas grossas, pernas lindamente cuidadas, torneadas, divinas. Alberto então a viu. Era uma tarde quente de Dezembro e São Paulo parecia um forno micro-ondas. Um dos aspones de Betão veio correndo avisar que a moça estava saindo pra tomar café. Betão a seguiu. Acabou parando num botecão de sexta categoria freqüentado pelos entregadores da empresa. Observava a moça...
A garota ria com gosto, brincava com os peões da empresa, tomava café com leite em copo americano e comia pão de queijo requentado, feliz da vida. Ele achou o cúmulo! “Como pode... Uma gerente tomando café em boteco com essa raça...” – pensou. Mesmo assim deu um jeito de se aproximar. Caminhou até a roda onde estava Carol e com uma empáfia nojenta constrangeu todos os empregados que ali estavam. Estufou seu peito de Diretor e não teve trabalho para varrer com todos que ali estavam. Ficou finalmente com a moça. Despejou nela todo seu arsenal de charme, elegância e galanteios. Carol simplesmente ria. Disse-lhe que nem se sobrasse ele e ela na Terra, ela transaria com ele. “Você é o cara... Não é para meu bico” – disse-lhe. Betão ficou puto! Indignou-se! Não engoliu de forma alguma a recusa da garota e a partir de então tornou aquilo em questão de honra. Aquela mulher teria que ser sua de qualquer forma. E então partiu para o ataque... Certa noite, fechamento da empresa, aproximadamente dez da noite. Carol precisava de uns dados do setor financeiro da empresa e se dirigiu até o departamento. Chegando lá encontrou com Betão no corredor:
“Fala loira...”
“Oi... preciso de uns balancetes, Betão...”
“Você não quer balançar uma outra coisa, galega?”
E nessa hora, tal qual John B. Holmes em seus melhores dias, Betão meteu a mão zíper de sua calça e tirou pra fora da mesma uma rola enorme! Dura! Tremendo vergalhão! Carol parou, olhou e disse:
“Mas só isso? Não perco quinze minutos aí... É pouco!” – e Gargalhou.
Pasmo. Na hora a rola enorme murchou e Betão, todo sem graça colocou aquilo pra dentro. A gargalhada de Carol, doía na alma nos brios do sujeito. Ele então pensou: “Vai ter a volta”. E bem poderia ser naquela festinha de fim de ano... Praxe:
Mulheres empetecadas de maquiagem, homens vestidos como pagodeiros, cada um querendo falar mais merda do que o outro, vez por outra um idiota se arriscava ao microfone do karaokê do bar. Tudo ia bem. Betão inclusive se comportava. Mantinha sua fama de comedor, claro. Mas com descrição. Aí chegou Carol lindamente vestida em um vestidinho preto. Ele ficou louco! Fez que fez que sentou em frente à moça na mesa dos funcionários e ela, na boa levou na esportiva. Ele se desdobrava em caras, bocas e lambidas no copo e nada de Carol lhe dar a menor bola. Aí começou a entrega dos presentes...
Enquanto o sujeito ia ao microfone descrever o seu amigo oculto, os outros ficavam na mesa tentando adivinhar. Betão que não gostava nada daquilo, decidiu olhar para Carol. Finalmente seus olhares se cruzaram. Ela olhou-o nos olhos fixamente, deu um risinho bem safado e ele, a principio, não entendeu muito. Ficou quieto. De repente sentiu um leve toque por debaixo da mesa... Era Carol, massageando-lhe a perna com um pezinho macio, sedoso, safado, hábil... Na hora Betão se ajeitou abrindo as pernas. Em pouco tempo Carol resolveu usar esse espaço. Tirou a sandália e com as pontinhas dos dedos, passou a esfregar, massagear e beliscar o pau de Betão, enquanto um cantava parabéns, outro dava vivas, outro cantava uma música do Roberto Carlos... Ele voltou a olhar para ela.
Carol nem mais dava atenção a ele. Esfregava-lhe o pau com gosto e fazia de conta que nada acontecia. Agia naturalmente falando com todos, brincando, tirando onda... Betão estava louco! Seu pau latejava de duro, todo molhado dentro da cueca. Resolveu tira-lo pra fora pra ver o que dava e Carol passou a dar leves beliscadinhas no danado... QUASE GOZOU! Ficaram assim, nessa gostosa sacanagem por quase duas horas!! No final da festa, de cueca molhada e tudo, Betão seguiu Carol até pegá-la pelo braço:
“Então loira... Temos um lance pra terminar, não temos?”
“Não sei... Temos?” – respondeu Carol, bestamente:
“Claro que temos...” – falou, enquanto tentava beija-la. Carol tirou a boca e falou:
“Me segue...”
E ele seguiu. Até o estacionamento do bar, para sair rasgando com seu Vectra atrás do Gol de Carol. Ela parou em um prédio de Higienópolis. O porteiro abriu o portão da garagem e ambos entraram. Ele desceu do carro afoito e queria come-la ali mesmo, depois no elevador e nada. Carol só dizia pra ele esperar. O Elevador abriu. Ele foi até a porta do apartamento totalmente hipnotizado pela bunda dela e ao abrir a porta o susto:
Tinha lá um sujeito, magrelo, vestido só de calcinha e cor de rosa ainda por cima!! Betão não acreditava! Olhava para Carol e não sabia se lhe dava um murro ou se perguntava o que diabos aquela bicha estava fazendo ali. Na dúvida ignorou e foi para cima dela com tudo. Mas ela o brecou e falou:
“Não... Se quiser transar comigo primeiro vai ter que comer ELE!”
“O QUE?!?! VOCÊ TÁ LOUCA, MINA!!?? VAI... DEIXA DE FRESCURA E VEM AQUI...”
“Não... Você que sabe. Ou assim ou senão vai para casa bater punheta, ou pega uma puta na rua... Decide!”
Olhava para aquele deslumbrante corpinho lindo de Carol, lindamente vestido em preto, e sua boca encheu de água. Pesou os prós e os contras, disse para si próprio que ninguém estava vendo, fechou os olhos, pensou na Susan George e comeu o viado. COMEU AQUELA BICHA COM GOSTO!!! Transava com vontade, estocava aquele cu magrelo com força até quase lhe arrancar bosta. Abriu os olhos. Deparou-se com Carol masturbando-se freneticamente e não agüentou: GOZOU DANTESCAMENTE!! Um prazer de tamanha intensidade que há muito tempo não sentia, tamanha era à vontade de comer Carol. Virou pra ela e falou:
“Sua vez agora, loira...”
“Minha vez do que?”
“Hein?!”
“A sua vez acabou, seu pato!!!”
“Como assim?? Você não vai fazer isso comigo nem fodendo...”
“Não fiz nada! E sai de perto de mim! Não será fácil convencer os vizinhos do prédio de que” “você quer me agarrar à força por exemplo. Escuta aqui, vou embora e você não vem atrás de mim senão chamo a policia!” – sentenciou Carol, com firmeza!
Ele não sabia o que fazer! Decidiu então pelo mais óbvio e pôs a roupa. Saiu do prédio com uma vergonha tamanha que não se continha. Pegou seu Vectra e foi até a boca do lixo paulistana. Na esquina da Rego Freitas com a General Jardim uma puta parou no vidro se seu carro e perguntou:
“E aí gatão? Ta afins??”
Betão mandou a puta entrar no carro, deitou-se em seu colo e dormiu.
A ABSOLVIÇÃO DE NABOKOV E O PEQUENO INVENTÁRIO DE SOBRIEDADE, DISCRIÇÃO, POLIDEZ E O QUE MAIS CONVIR QUANDO A FRANQUEZA NÃO BASTAR...
Entrou para o serviço municipal havia 19 anos através de uma indicação feita por um vereador o qual prestou serviço durante a campanha do mesmo. Quando garoto, fez um curso de contador não porque quis fazer ou porque gostava, mas sim porque o pai opressor o mandou fazer. Jamais conseguiu nada nessa área. E como nada parecia mesmo acontecer seguiu pelo viés que lhe sobrara: a troca de favores...
Aceitou alterar as contas de campanha do tal vereador em troca de um emprego o qual não tinha competência para arrumar. Não se preocupou com escrúpulos, não quis saber de onde vinha a grana que ele ajudava a lavar. Pouco importava para ele se o dinheiro vinha do tráfico, do desvio de verba pública, do imposto de renda burlado... Queria apenas um emprego, porque sempre ouviu que “Um homem sem trabalho não era nada...” Também nunca lhe ocorreu refletir sobre o que diacho era um homem que tinha apenas esse tal emprego e mais nada. Vergonha na cara, caráter, lisura, enfim...
Chegou dessa forma ao setor de finanças da prefeitura de sua cidade. Tinha 39 anos, era solteiro, ganhava bom salário, tinha carro novo, morava bem e a família dizia adora-lo. Afinal de contas sempre fora generoso com esses. Por exemplo: quando uma de suas irmãs precisou de dinheiro para o aborto de um filho indesejado não se fez de rogado e pagou todas as contas. Novamente não se preocupou em discutir o assunto, ou sequer ouvir a sobrinha a respeito. Deu o dinheiro e sentiu-se santo... Mas o problema com suas sobrinhas não terminou aí.
A mesma irmã tinha outra filha, que Avilmar batizou. Talita. Estava com 12 anos. Menina linda. Ruivinha, de sardas na cara, olhos verdes, aparelho nos dentes e rabo de cavalo nas madeixas vermelhas. Crescia a olhos vistos e surpreendia o quanto ficava corpulenta a cada dia que passava. Tinha peitos pequenos mas durinhos, imaculados, bicudos. Já tinha a cintura bem feita e uma bundinha linda, angelicalmente redonda e arrebitada. Virgem, claro. Mas já preocupava a família pelo fato de claramente chamar atenção de todos que a viam pelas ruas do bairro. Tanto os homens quanto as mulheres. Engraçado. Os homens a olhavam, com certeza alguns a desejavam, outros se sentiam intrigados. Mas todos, ficavam claramente incomodados com a ingênua sensualidade da menina. As mulheres condenavam-lhe a formosura e praguejavam imputando culpa à menina que jamais ela iria entender. E Alvimar?
Era o tio predileto da menina. Não era próximo. Fazia o que mandava a sua condição padrinho e sempre mandava presentes, dinheiro, roupas, fazia questão de pagar a escola e tudo como manda o figurino. Mas para uma menina de 12 anos pouco importa as conveniências. Gostava do Tio Alvimar porque o achava “bonzinho”. Mesmo com ele ficando quase três anos sem ver a menina, ela o adorava. E por ele não veria tão cedo mas, eis que o pai de Alvimar ficou doente à beira da morte e houve a necessidade de uma reunião familiar. Lá foi o honrado funcionário.
E quando viu afilhada assustou-se. “Como pode, isso?!” – pensou. Olhou para aquele belo corpo em formação e quase se indignou. Fuzilou a irmã com um olhar inquisidor, como se a culpa pela beleza da menina fosse dela e teve vontade de chicotear a pobre. Conteve-se. Cumprimentou a todos com polidez e polido manteve-se até a hora que Talita o viu:
“Tioooooo Vilmar!!!!”
A menina linda correu por todo corredor e pulou no colo do incomodado Padrinho que retribuiu o afeto da menina com um abraço frouxo. Em contrapartida a menina o beijava, apalpava, brincava... Ele não sabia o que fazer. Não sabendo, deixou que ela ali permanecesse em seu colo para “não atrapalhar a conversa dos adultos...” E a prosa continuou. Em meio a câncer, linfoma, quimioterapia, inventário e destino da herança de um moribundo que ainda nem havia batido as botas, Alvimar passou a sentir coisas estranhas...
Talita tinha uma boneca com o braço quebrado em uma mão e um pirulito em outra. Lambuzava-se toda com o pirulito e cantava uma musiquinha pra dormir, acalentando a boneca com a outra mão. E enquanto fazia isso, mexia-se pra lá e pra cá, esfregando-se no colo do tio. Sentiu-se desconfortável no começo mas com o passar do tempo e a intensidade das mexidas da menina, passou a mudar de conduta. De repente, passou a sentir um delicioso calafrio na espinha. Depois, mesmo rezando a tudo quanto era santo para que não acontecesse aquilo, percebeu um volume crescendo dentro de suas calças:
“Nana nenê... Que a cuca vem pegar...”
Suava frio. Tirava o lenço da camisa e passava na testa a todo instante. Inventava uma conversinha qualquer para disfarçar e procurava manter a sobriedade. A menina então resolveu brincar de “pula-pula” e então se ajeitou para tal arte. Virou de costas para o tio, com o curto vestidinho desmazeladamente levantado, o que deixou a mostra sua calcinha de algodão azul clara, cuja uma das partes perdia-se pela bundinha virgem e santa da menina. Apoiou-se com as mãos no joelho do tio e começou a brincadeira:
“Pula, pula, pula... Pula e sai do chão...” – cantava.
Então não deu mais. Avilmar abstraiu-se de toda a cena que o cercava. Pensou na vida castrada que teve, no sexo que só tinha através de portentosos preços cobrados pelas putas de elite que ele contratava, no fiasco que fora sua adolescência, no alicerce de merda com qual formara a sua vida, na maneira podre como mantinha as aparências e tocou um belo e grande foda-se. Fechou os olhos e assustou a todos na sala da enorme casa quando explodiu com um grito de enorme prazer:
“AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHUMMMMMMMMMMMMMM!!!!!”
Sem entender o porquê do grito a sobrinha saltou do colo assustada e nessa hora todos ficaram pasmos ao ver a calça do respeitado Alvimar completamente melada! Silêncio. Pasmaceira. Estarrecimento. Difícil explicar o clima que ficou naquela sala. Via das dúvidas nenhum comentário foi feito. Constrangido, Alvimar foi até o banheiro e limpou-se. A menina Talita levou umas palmadas da mãe sem entender porque apanhava. Engoliu o choro, sob ameaça da mãe da surra aumentar. O tio voltou refeito do banheiro.
A conversa prosseguiu como se nada tivesse acontecido...
KIM NOVACK NO ATAQUE; a matadora de camisa 9 nos porões da cidade...
Simão era um comum.
Tinha 31 anos, solteiro católico, com casa de três cômodos alugada na periferia e emprego fixo no Metrô de São Paulo. Começou lá como faxineiro na Estação República e por lá tomou consciência que aos olhos dos milhões de transeuntes que por lá passava, ele era um nada.
Por três anos, munido de balde, escovão, bucha, sabão em pó e o indefectível macacão azul marinho, notou que pouco importava a sua presença ali. Se um enfarte o fulminasse provavelmente os apressados e sérios paulistanos se muito fizessem, apenas desviariam do corpo desfalecido.
Milhares de vezes teve que refazer o mesmo trabalho de limpeza porque por maior que fosse o saguão da estação, o filho da puta do usuário parecia fazer questão de pisar justamente no metro quadrado que ele limpava. Mas Simão não reclamava. Agradecia a Deus pelas marcas de pé sujo e escarradas que apareciam para ele limpar. Em suas orações noturnas ao pé da cama de molas em que descansava o espinhaço, chegava até a pedir aos céus que a imundice alheia nunca lhe faltasse. Assim garantiria seu emprego. Deu certo...
Simão prosperou. Fora transferido para a linha que fazia a Avenida Paulista, na Estação Consolação. E nada de escovão; Agora ele era o responsável pela entrega de papéis dos Banheiros. Trabalho fácil. Simão só tinha trabalho para recolher as moedas de R$ 1,00 real (Preço cobrado pelo serviço da empresa), não deixar faltar troco, ou quando alguém queria cagar ou mijar. Dessa forma, a mais inesperada possível, sua vida começou a mudar...
Em um dia de outono, quando tudo acontecia de maneira morbidamente igual aos outros dias, apareceu aquela mulher. Alta, loira, corpulenta, de traços nórdicos, pernas enormes, coxas grandes, bunda grande... Diabólica e metricamente grande, redondona, linda. Deveria ser umas das milhares de secretárias executivas que passavam por ali. Vestia um conjunto, um tailler azul marinho e calça da mesma cor. Os cabelos, presos em algo parecido a um coque, a cara amarrada, ar contrito, pressa no andar, comprometido pelo desconforto de uma necessária, urgente ida a um banheiro, o mais próximo que aparecesse e apareceu o do metrô.
Quando ela saiu da escada rolante vindo na direção de Simão, ele gelou. Uma mulher enorme, com olhos azuis gigantescos em sua direção... Ele só sabia lavar chão e limpar merda. O que diabo, iria fazer? O de sempre; Nada! Ficou estático, tal qual uma múmia esperando pelo que quer que fosse ou viesse. Um xingo, ou um murro... Estava “pronto” para recebe-los. Ela se aproximou dos banheiros e tentou empurrar com as deliciosas coxas, as catracas do metrô:
“Senhora, tem que pagar...” – Falou o tímido Simão:
“Puta que pariu! Quanto é?”
Assustou-se com o palavrão desferido pela mulher e respondeu:
“Um real...”
A mulher meteu a mão no fundo de sua bolsa e após algumas tentativas, tirou uma nota de R$ 5,00 reais e jogou sobre o balcão onde Simão estava. Nem olhou para trás, pouco se importou com Simão falando do troco e foi mijar.
Simão não sabia o que fazer. Era proibido pela direção da empresa que ele ficasse com o troco, gorjetas, caixinhas. Morria de medo de falhar em suas obrigações e sabia que teria de dar um jeito de devolver aqueles quatro reais. Tomado então por um incrível e inabalável senso de justiça cristã, decidido tal qual Roberto Dinamite em busca de um gol pelo seu Vasco, lá foi Simão atrás na enorme loira de 1,85 de altura sem perceber que adentrara no banheiro das mulheres. Foi rápido, ainda pegou a porta da cabine dela se fechando.
Nesse momento, o infeliz percebeu o tamanho da cagada que fizera. Estava dentro do banheiro feminino e poderia sair dali preso. Não lhe ocorreu por exemplo, que a moça sairia pelo mesmo lugar por onde entrou, que era só esperar. Para ajudar, mais duas cabines estavam ocupadas e para não se ferrar de vez, escondeu-se em outra, ao lado daquela que a loirona utilizava.
Em silêncio, desesperado, quase sem respirar, acompanhou todos os movimentos da cabine ao lado. Pela fresta debaixo. Notou o instante em que ela arriou as calças, em seguida, a calcinha que parecia grande, branca, de algodão, como aquelas que suas tias usava em distante período de sua infância.
Em seguida, veio o tal mijo da loira, com o sabor e o prazer de uma deliciosa gozada:
“Ahhhhhhhhhhh... DELICIAAAA!!” – Exclamou a mulher
Ao lado, Simão ouviu o barulho daquela urina grossa, vibrando contra a louça da privada. Um barulho alto, forte, vigoroso. Não sabia o que estava acontecendo. Sentiu um estranho frio na barriga, uma sensação diferente, um tremor no corpo, um quase... prazer! Sem conseguir resistir, passou a imaginar o tamanho da buceta daquela mulher enorme, que mijava aquela urina toda. Olhou para seu macacão e ao ver seu pau completamente duro, não entendeu mais nada.
Pouco depois, notou que a mulher se trocava. Limpou-se, vestiu a roupa, foi ao espelho do banheiro e ajeitou-se. Na saída, gritou:
“Pode sair, depravado”
PÂNICO!
Simão ficou atônito. Não sabia o que fazer, no que pensar... “Ela me viu aqui”. Pensou em correr atrás da loirona, pedir perdão... Ele poderia perder seu emprego, ir preso... Saiu da cabine e quando chegou a seu guichê, uma enorme fila de mijões, cagões e cagonas o esperavam furiosamente. Ele trabalhava sozinho nos banheiros. Teve que atender a fila e ver a mulher sumir no meio da multidão. Começou o seu desespero...
E se a mulher reclamasse junto à administração? E se ela contasse o ocorrido a todo mundo? Imaginou-se estampado nas manchetes de jornais sensacionalistas; “O TARADO DO METRÔ CONSOLAÇÃO”. Estava à beira do choro. Passou o dia assim. Terminado o expediente, lembrava-se de tudo mas agora com uma estranheza ainda maior. As preocupações com a repercussão de seu ato e da perda do emprego não o incomodavam mais. Não conseguia mais tirar da cabeça o barulho daquela urinada e mais; Percebeu que a lembrança o excitava. Segurou-se até chegar em casa. Ao abrir a porta não pensou duas vezes; Foi ao banheiro, abaixou as calças e instintivamente, pegou o pau e começou bater uma punheta pensando em tudo que se passara. Após três minutos se tanto, em meio a um choro aos berros, com as lagrimas caindo em sua rola, gozou como nunca havia acontecido antes em toda a sua vida. Sentiu-se o mais sórdido dos homens. O mais vil e o mais pederasta. Naquela noite, não conseguiu dormir. Devorou quase meia Bíblia, pensou em se punir e pensou na sua vida...
Nunca havia tido nenhum problema nas suas poucas experiências sexuais. Teve lá uma ou outra namoradinha cujas relações acabavam sempre começavam, ou seja; Em nada. Também não sentia muita falta da coisa. Quando a situação se apertava recorria aos serviços das “profissionais”. Mas abandonou a prática, tão logo notou que, ante as estas, ficava nítida sua “habilidade” no ofício. Levava tudo portanto numa boa, fingindo que nada disso importava. Não teve tempo pra saber se importava ou não... Olhou o rádio-relógio e viu que estava na hora de levantar para o trabalho. Foi.
Chegou e tocou seu dia normalmente até que viu a loirona subindo as escadas rolantes novamente. Dessa vez gelou! Era um quinta feira, passadas as 09:30h da manhã. Nessa hora, o movimento de cagões e cagonas era quase nulo. Não teria como desviar a atenção. A mulher também nem lhe deu essa opção. Veio direto em sua direção, tacou uma nota de R$ 10,00 sob seu guichê e virou a catraca. No caminho para as cabines, ordenou:
“Venha me trazer o meu troco...” – E entrou.
Todo atrapalhado, Simão juntou os nove reais e saiu correndo atrás dela, pensando em evitar maiores problemas. Assustou-se com a mulher enorme, parada na frente da cabine. Olhou para Simão e disse:
“Vem aqui”
E mesmo que não quisesse ele iria. Seu corpo não respeitava mais comando algum que não fosse o da loirona. Quando se aproximou daquela mulher grande, linda, ela o pegou pelo colarinho do macacão e o jogou dentro da cabine.. Entrou junto. Do jeito que deu, Simão abaixou-se. Ela tirou as calças, a calcinha de algodão branca e sem muito jeito e nenhum carinho, colocou aquela buceta enorme na cara de Simão. Ele se hipnotizou pelo cheiro. Entrou em transe com os primeiros pingos e quando ouviu o “Ahhhhhhhhh que deliciaaaaaa”, sentiu seu rosto inundado por uma mijada generosa, farta, SANTA! Entrou em êxtase com aquela urina grossa, amarela, ensopando o peito do seu macacão. Lambeu o quanto pode, o suficiente para ter outra gozada dantesca, pirofágica!
Ao término de tudo, a mulher se limpou, vestiu-se e saiu como se ele não estivesse ali. Ele se recompôs como pôde e voltou para seu posto, agora, sem fila alguma. Terminou aquele dia, com uma alegria difícil de ser descrita. Foi para a casa, faltou na missa, não leu a Bíblia, ligou a televisão, assistiu a novela e dormiu o sono dos deuses. No outro dia, Simão não se importou mais com a falta de troco...
Tinha 31 anos, solteiro católico, com casa de três cômodos alugada na periferia e emprego fixo no Metrô de São Paulo. Começou lá como faxineiro na Estação República e por lá tomou consciência que aos olhos dos milhões de transeuntes que por lá passava, ele era um nada.
Por três anos, munido de balde, escovão, bucha, sabão em pó e o indefectível macacão azul marinho, notou que pouco importava a sua presença ali. Se um enfarte o fulminasse provavelmente os apressados e sérios paulistanos se muito fizessem, apenas desviariam do corpo desfalecido.
Milhares de vezes teve que refazer o mesmo trabalho de limpeza porque por maior que fosse o saguão da estação, o filho da puta do usuário parecia fazer questão de pisar justamente no metro quadrado que ele limpava. Mas Simão não reclamava. Agradecia a Deus pelas marcas de pé sujo e escarradas que apareciam para ele limpar. Em suas orações noturnas ao pé da cama de molas em que descansava o espinhaço, chegava até a pedir aos céus que a imundice alheia nunca lhe faltasse. Assim garantiria seu emprego. Deu certo...
Simão prosperou. Fora transferido para a linha que fazia a Avenida Paulista, na Estação Consolação. E nada de escovão; Agora ele era o responsável pela entrega de papéis dos Banheiros. Trabalho fácil. Simão só tinha trabalho para recolher as moedas de R$ 1,00 real (Preço cobrado pelo serviço da empresa), não deixar faltar troco, ou quando alguém queria cagar ou mijar. Dessa forma, a mais inesperada possível, sua vida começou a mudar...
Em um dia de outono, quando tudo acontecia de maneira morbidamente igual aos outros dias, apareceu aquela mulher. Alta, loira, corpulenta, de traços nórdicos, pernas enormes, coxas grandes, bunda grande... Diabólica e metricamente grande, redondona, linda. Deveria ser umas das milhares de secretárias executivas que passavam por ali. Vestia um conjunto, um tailler azul marinho e calça da mesma cor. Os cabelos, presos em algo parecido a um coque, a cara amarrada, ar contrito, pressa no andar, comprometido pelo desconforto de uma necessária, urgente ida a um banheiro, o mais próximo que aparecesse e apareceu o do metrô.
Quando ela saiu da escada rolante vindo na direção de Simão, ele gelou. Uma mulher enorme, com olhos azuis gigantescos em sua direção... Ele só sabia lavar chão e limpar merda. O que diabo, iria fazer? O de sempre; Nada! Ficou estático, tal qual uma múmia esperando pelo que quer que fosse ou viesse. Um xingo, ou um murro... Estava “pronto” para recebe-los. Ela se aproximou dos banheiros e tentou empurrar com as deliciosas coxas, as catracas do metrô:
“Senhora, tem que pagar...” – Falou o tímido Simão:
“Puta que pariu! Quanto é?”
Assustou-se com o palavrão desferido pela mulher e respondeu:
“Um real...”
A mulher meteu a mão no fundo de sua bolsa e após algumas tentativas, tirou uma nota de R$ 5,00 reais e jogou sobre o balcão onde Simão estava. Nem olhou para trás, pouco se importou com Simão falando do troco e foi mijar.
Simão não sabia o que fazer. Era proibido pela direção da empresa que ele ficasse com o troco, gorjetas, caixinhas. Morria de medo de falhar em suas obrigações e sabia que teria de dar um jeito de devolver aqueles quatro reais. Tomado então por um incrível e inabalável senso de justiça cristã, decidido tal qual Roberto Dinamite em busca de um gol pelo seu Vasco, lá foi Simão atrás na enorme loira de 1,85 de altura sem perceber que adentrara no banheiro das mulheres. Foi rápido, ainda pegou a porta da cabine dela se fechando.
Nesse momento, o infeliz percebeu o tamanho da cagada que fizera. Estava dentro do banheiro feminino e poderia sair dali preso. Não lhe ocorreu por exemplo, que a moça sairia pelo mesmo lugar por onde entrou, que era só esperar. Para ajudar, mais duas cabines estavam ocupadas e para não se ferrar de vez, escondeu-se em outra, ao lado daquela que a loirona utilizava.
Em silêncio, desesperado, quase sem respirar, acompanhou todos os movimentos da cabine ao lado. Pela fresta debaixo. Notou o instante em que ela arriou as calças, em seguida, a calcinha que parecia grande, branca, de algodão, como aquelas que suas tias usava em distante período de sua infância.
Em seguida, veio o tal mijo da loira, com o sabor e o prazer de uma deliciosa gozada:
“Ahhhhhhhhhhh... DELICIAAAA!!” – Exclamou a mulher
Ao lado, Simão ouviu o barulho daquela urina grossa, vibrando contra a louça da privada. Um barulho alto, forte, vigoroso. Não sabia o que estava acontecendo. Sentiu um estranho frio na barriga, uma sensação diferente, um tremor no corpo, um quase... prazer! Sem conseguir resistir, passou a imaginar o tamanho da buceta daquela mulher enorme, que mijava aquela urina toda. Olhou para seu macacão e ao ver seu pau completamente duro, não entendeu mais nada.
Pouco depois, notou que a mulher se trocava. Limpou-se, vestiu a roupa, foi ao espelho do banheiro e ajeitou-se. Na saída, gritou:
“Pode sair, depravado”
PÂNICO!
Simão ficou atônito. Não sabia o que fazer, no que pensar... “Ela me viu aqui”. Pensou em correr atrás da loirona, pedir perdão... Ele poderia perder seu emprego, ir preso... Saiu da cabine e quando chegou a seu guichê, uma enorme fila de mijões, cagões e cagonas o esperavam furiosamente. Ele trabalhava sozinho nos banheiros. Teve que atender a fila e ver a mulher sumir no meio da multidão. Começou o seu desespero...
E se a mulher reclamasse junto à administração? E se ela contasse o ocorrido a todo mundo? Imaginou-se estampado nas manchetes de jornais sensacionalistas; “O TARADO DO METRÔ CONSOLAÇÃO”. Estava à beira do choro. Passou o dia assim. Terminado o expediente, lembrava-se de tudo mas agora com uma estranheza ainda maior. As preocupações com a repercussão de seu ato e da perda do emprego não o incomodavam mais. Não conseguia mais tirar da cabeça o barulho daquela urinada e mais; Percebeu que a lembrança o excitava. Segurou-se até chegar em casa. Ao abrir a porta não pensou duas vezes; Foi ao banheiro, abaixou as calças e instintivamente, pegou o pau e começou bater uma punheta pensando em tudo que se passara. Após três minutos se tanto, em meio a um choro aos berros, com as lagrimas caindo em sua rola, gozou como nunca havia acontecido antes em toda a sua vida. Sentiu-se o mais sórdido dos homens. O mais vil e o mais pederasta. Naquela noite, não conseguiu dormir. Devorou quase meia Bíblia, pensou em se punir e pensou na sua vida...
Nunca havia tido nenhum problema nas suas poucas experiências sexuais. Teve lá uma ou outra namoradinha cujas relações acabavam sempre começavam, ou seja; Em nada. Também não sentia muita falta da coisa. Quando a situação se apertava recorria aos serviços das “profissionais”. Mas abandonou a prática, tão logo notou que, ante as estas, ficava nítida sua “habilidade” no ofício. Levava tudo portanto numa boa, fingindo que nada disso importava. Não teve tempo pra saber se importava ou não... Olhou o rádio-relógio e viu que estava na hora de levantar para o trabalho. Foi.
Chegou e tocou seu dia normalmente até que viu a loirona subindo as escadas rolantes novamente. Dessa vez gelou! Era um quinta feira, passadas as 09:30h da manhã. Nessa hora, o movimento de cagões e cagonas era quase nulo. Não teria como desviar a atenção. A mulher também nem lhe deu essa opção. Veio direto em sua direção, tacou uma nota de R$ 10,00 sob seu guichê e virou a catraca. No caminho para as cabines, ordenou:
“Venha me trazer o meu troco...” – E entrou.
Todo atrapalhado, Simão juntou os nove reais e saiu correndo atrás dela, pensando em evitar maiores problemas. Assustou-se com a mulher enorme, parada na frente da cabine. Olhou para Simão e disse:
“Vem aqui”
E mesmo que não quisesse ele iria. Seu corpo não respeitava mais comando algum que não fosse o da loirona. Quando se aproximou daquela mulher grande, linda, ela o pegou pelo colarinho do macacão e o jogou dentro da cabine.. Entrou junto. Do jeito que deu, Simão abaixou-se. Ela tirou as calças, a calcinha de algodão branca e sem muito jeito e nenhum carinho, colocou aquela buceta enorme na cara de Simão. Ele se hipnotizou pelo cheiro. Entrou em transe com os primeiros pingos e quando ouviu o “Ahhhhhhhhh que deliciaaaaaa”, sentiu seu rosto inundado por uma mijada generosa, farta, SANTA! Entrou em êxtase com aquela urina grossa, amarela, ensopando o peito do seu macacão. Lambeu o quanto pode, o suficiente para ter outra gozada dantesca, pirofágica!
Ao término de tudo, a mulher se limpou, vestiu-se e saiu como se ele não estivesse ali. Ele se recompôs como pôde e voltou para seu posto, agora, sem fila alguma. Terminou aquele dia, com uma alegria difícil de ser descrita. Foi para a casa, faltou na missa, não leu a Bíblia, ligou a televisão, assistiu a novela e dormiu o sono dos deuses. No outro dia, Simão não se importou mais com a falta de troco...
SINFONIA Nº1 PARA VIOLÕES MAL TOCADOS E VOZES ANASALADAS; Mais uma balada periférica na corte dos desqualificados...
Que vida levava Elenice...
Aos 27 anos de idade, dez deles dedicados a um trabalho como Caixa em um hipermercado, sua vida não lhe apresentava maiores perspectivas. Havia casado cedo. Aos 16 anos de idade cansou de assistir a submissão da mãe ante as traições do pai, metalúrgico, que gastava boa parte de seu razoável salário com uma gama de amantes adquiridas nas redondezas do Bairro da periferia onde moravam. Decidiu que não veria mais aquilo acontecer, jurou para si mesma que jamais se submeteria aquilo imaginando que nada poderia ser pior que aquele estado de coisas. Pode sim...
Conheceu Juvenal em um baile no único salão de festas da região. Sujeito boa pinta, papo fácil, bom de dança, ficou interessado na menina loira, pequenina mas de corpo bem feitinho e olhos claros que sempre parecia perdida nas festas. Aproximou-se, jogou uma conversa e não demorou muito para que as coisas naturais da vida acontecessem. Saíram para comer uma pizza na primeira vez. Na segunda, para ver um filme no shopping. A terceira vez não fizeram nada antes de ir direto para o Motel, uma novidade na vida de elenice que ficou maravilhada com a quantidade de espelhos, a banheira de hidromassagem, o frigobar e o ar condicionado da alcova. Também não acho nada mau a sua primeira experiência no amor...
Gostou tanto que nem fez questão do preservativo...
Dessa forma, Renata viria ao mundo. Mas o que era para ser um grande trauma, na verdade parece a Elenice sua grande chance de viver uma outra da vida. Apesar da primeira resistência, Juvenal também não achou nada mal a idéia do casório. O mecânico estava com 22 anos e não viu maiores problemas em levar a menina para morar com ele na casa de três cômodos que vivia, alguns quarteirões acima da casa dos pais de Elenice. Assim formou-se a família. No começo até que foi tudo bem.
Apesar dos porres que Juvenal continuava tomando, mostrava-se bom pai, carinhoso com a esposa e bastante trabalhador. Elenice também decidiu trabalhar e a renda dava para viverem modestamente. Mas como a vida é cercada das tais intermitências, com o tempo algumas coisas começaram a mudar.
Não eram poucas às vezes que Elenice tinha que ficar no supermercado além do horário para o fechamento do Caixa. Sempre acontecia uma ou outra diferença entre o que a máquina registrava e o que tinha em dinheiro e isso, por medidas administrativas era sempre resolvido imediatamente. Imediatamente em termos; Havia ocasiões que isso custava uma, duas horas. Após a resolução da celeuma, Elenice corria para pegar Renata na casa da mãe e voar para a casa. Quase sempre chegava e encontrava o marido completamente bêbado, enfurecido:
"Onde você estava, mulher?"
"Ai querido, deu problema de novo no fechamento..."
"Uma porra! Você tava é com outro sua vadia!"
Virou rotina.
Todas as vezes que acontecia o problema no mercado, Elenice pedia para ir ao banheiro e chorava. Sabia que após todo o estressante dia de trabalho, o que a aguardava em casa. Injusto!
Não que faltasse oportunidades. A moça do caixa três, com seu lindos olhos claros, seu belo cabelo loiro escorrido e seu corpo milimetricamente bem distribuído chamava atenção. Não foram poucas as investidas por parte de companheiros de trabalho, do chefe, do cobrador do ônibus, dos fregueses. Mas Elenice tomava como uma afronta! Sabia por experiência própria o quanto isso era nocivo. Lembrava do pai, com quem cortara relações após o casamento. Pensava no marido Juvenal que tomava seus pileques mas que era bom homem. Na filhinha deles e em toda a vida que sonhava para si e jamais deu a mínima brecha para nada disso.
Era uma mulher fiel!
Mas para Juvenal isso não existia. Contaminou-se do velho machismo latino, decidiu que não ia acreditar na mulher e botou na sua cabeça que era o homem mais corno que já existiu na face da terra. Com isso os porres foram aumentando. Os xingos também e o desmazelo consigo próprio, na mesma proporção. Já não queria mais saber de tomar banho, comia mal e porcamente, tornou-se relapso em seu trabalho. Sua vida passou a ser o balcão do bar. Entregou-se totalmente a essa vida virando um pobre diabo alcoólatra. Os anos foram se passando...
Elenice continuou trabalhando no mercado e fiel. O Marido Juvenal, seguiu a trancos e barrancos na oficina e bebendo como louco. Mas uma diferença foi sentida por Elenice. Percebeu que o Marido já não tinha mais o mesmo apetite, que quase não comia. Passou a ver manchas de sangue no chão do banheiro, nas toalhas e nas cuecas do marido. Também viu que a cada dia ele estava mais amarelo. Para evitar as brigas na frente da filha, não o questionava sobre o fato. Mas de todo modo ficou sabendo...
Em um dia de movimento no mercado foi avisada pelo chefe que um telefonema a aguardava na administração. Estranhou porque sabia que isso era contra as normas do Hipermercado. Atendeu e entendeu o porquê da exceção. Era do hospital. O Marido acabava de dar entrada no pronto socorro, com uma forte hemorragia. Correu para lá e ao chegar o plantonista informou o motivo da sangueira; Cirrose! O marido estava com a doença ocasionada pelo excessivo consumo de álcool em estado avançado. Entrou em pânico. Foi ao banco, sacou todo dinheiro que tinha e pagou pela rápida intervenção que poupou a vida de Juvenal. Após um período de recuperação voltou para a casa. Impossibilitado de trabalhar, foi para a aposentadoria por invalidez. Não demorou muito para que isso virasse um motivo de revolta para ele.
Sentindo-se totalmente inútil, esperou apenas se recuperar parcialmente e voltou à carga de conhaques com toda a fúria que tinha. Em um mês sofreu um derrame. Ficou totalmente paralisado de um lado do corpo, relegado a uma cadeira de rodas e Elenice sentiu-se arrasada. Se achou culpada por tudo. Entendia que havia falhado como esposa e que não se fez confiável o suficiente para o marido. Munida desse sentimento fez de tudo para cuidar do pau de pinga. Matava-se para pagar uma enfermeira em tempo integral, cercava-o de todos os cuidados e abriu mão de sua vida para viver a doença do marido, que nunca se contentava com nada.
Reclamava da comida, do canal de televisão, dos travesseiros, do sofá velho... Rapidamente Elenice providenciou uma assinatura de Tv a Cabo, trocou os travesseiros e enforcou-se para comprar um sofá novo, caro pra burro, exatamente como o marido escolheu. Havia se tornado a empregada, a vassala do esposo. Não se incomodava com isso. Achava que era o "Mínimo que podia fazer...". Mas para o marido, o mínimo não era o suficiente:
"Sua vagabunda, deu pra todo mundo naquele mercado, me deixou assim e agora reclama?! Você tem que fazer o que eu mandar e pronto! Como você deixou o gás acabar?? Vá comprar sua inútil!!"
"Ta bom, querido... Deixa eu só achar o telefone do depósito..."
"Compra essa merda há 12 anos e não guarda o número? Pra que você serve?!"
Não respondia. Chorando ia telefonar para o depósito. Não sem antes preparar os comprimidos de calmantes na hora exata para o marido. Enxugava as lágrimas e ia entrega-lo:
"Só presta pra isso... Pra me dar comprimidos!!"
Voltava a chorar na cozinha. Não demorava dez minutos e começava a ouvir o pesado ronco do marido. Procurava então chorar baixinho para não incomodar-lhe o sono. Uma maneira de conseguir isso era pensar. Naquele dia, refletiu sobre a vida que vinha levando. Contas para pagar que se acumulavam, perua escolar da filha atrasada, trabalho pesado no hipermercado, marido para cuidar... Porque? Pensava - "Porque me sobrou essa vida?? Que foi que eu fiz, meu Deus? Sempre fui fiel, honesta, trabalhadora... Porque...”
"O de casa!"
Interrompeu-lhe os pensamentos a chegada do entregador de gás:
"Boa tarde, Dona... Vim trazer o gás..."
"Pode entrar moço."
Ela saiu com o dinheiro trocado e o entregou ao mulato alto, parrudo, suado no corredor da sua casa:
"Mas não dona... Como a senhora vai levar isso pra dentro? O marido da senhora taí?"
"Não se preocupe, eu dou jeito..."
"Magina... Vou levar lá pra senhora"
"Não moço, não precisa mesmo, pode deixar..."
"De jeito nenhum... Muié não carrega peso perto de mim, não..."
E mesmo relutando, deixou que o bujão fosse levado até a cozinha:
"Vo instalá pra senhora"
"Moço não precisa, me viro..."
"Aquieta Dona... não me custa nada..."
E o solicito entregador continuou o oficio. Enquanto trocava o registro, ouviu o alto volume do ronco:
"Vixi, dona... É seu marido que tá dormindo?"
"É sim. Está descansando."
"Ele trabalha a noite?"
"Não senhor, está doente."
"É... prum homi dormir essa hora da tarde, com um sol desse só pode ser doente mesmo."
Ela se incomodou com o impertinente comentário do entregador mas manteve-se em silêncio. Queria terminar logo com aquilo. Em dado momento, o entregador virou o rosto para enxugar o suor da testa. Ela percebeu que seu olhar fulminou-lhe o belo par de pernas, á mostra, coberto apenas por shorts jeans relativamente curto. Viu um olhar de fome que ha tempos não via. No inicio se constrangeu mas quando viu que o olhar safado do entregador não diminuía, aos poucos foi relaxando também...
"Calor né, dona?"
"É hoje tá... O senhor quer uma água?"
"Aceito se a senhora me chamar de você"
"Eu lhe sirvo se você não me chamar de senhora..."
Ambos riram:
"Muito prazer Dona, Osvaldo a seu dispor" - Falou esticando-lhe a mão para cumprimentá-la:
"Elenice..." - Respondeu ao apertar a mesma.
Sentiu-a quente, viva... Uma mão enorme e um olhar devorador vindo do entregador. Não entendeu o que sentiu naquele momento. Apenas foi a geladeira buscar a água para abrandar-lhe o calor. Mas com a abaixada que ela deu em busca da garrafa d'água na geladeira, Osvaldo não segurou mais os ímpetos; Por trás, agarrou-a com força:
"Que é isso?! Meu marido está dormindo, você é louco??"
"A senhora vai querer acordá ele?"
Ela achou melhor não...
Virou-se, segurou com força, mãos bem abetas, aquele rosto duro. Sentiu uma barba mal feita, ralando as suas palmas e esfregou com gosto. Com a fúria das Santas, trouxe aquela boca com gosto de Derby-filtro-escuro para ela e beijou Osvaldo como se esse fosse Javier Barden. Sentiu dentro de sua boca, uma língua habilidosa, voraz, faminta. Beijou-o com vontade e quando Osvaldo encheu a mão em sua bunda, Elenice retribuiu, entrelaçando sua perna por trás da dele, trazendo o Osvaldo para perto dela.
Nesse momento, tomando contato com aquela rola enorme esfregando a buceta dela, rendeu-se de vez à situação. Ligou o rádio numa emissora Am que tocava uma música do Fernando Mendes, na esperança de minimizar seus gemidos com a intenção de não atrapalhar o sono do marido e dali pra frente, o mundo virou Osvaldo, o entregador de gás.
Ajudou-o a se livrar da camisa-macacão de sua empresa e não apresentou nenhuma resistência a Osvaldo quando este rasgou sua camisa com força. Tentou tirar o sutiã de Elenice com jeito mas, não obtendo sucesso, quebrou o fecheclair também e sugou aqueles peitos lindos de bicos rosados com gosto, enquanto com o dedo do meio, bolinava a encharcada buceta de Elenice por dentro de seu shorts. Ela não agüentava mais. Arrancou a calça de Osvaldo, depois livrou-se do seu shorts, escorou na pia da cozinha, milhando as mãos com as louças do almoço que estavam por lavar, falou a palavra de comando, “Vem” e Osvaldo foi.
Quando aquela rola enorme, nervosa, dura e pulsante entrou dela, Elenice fechou os olhos. Viu um filme de toda sua vida. Nele, não cabia a delicadeza de um Louis Malle e sentiu que o tal filme daqueles anos todos só poderia ser dirigido por Sam Peckinpah. Lembrou-se de sua tumultuada relação com o pai, de sua família, da adolescência conturbada, da desgraça que se tornara seu casamento, do fardo que era seu marido... Mordeu os beiços, apertou os olhos já fechados, correspondeu as estocadas de Osvaldo, mexendo a bunda freneticamente rebolando-a contra a rola, segurou-se na pia e, ao som de Fernando Mendes e dos altos roncos do marido, vindos do quarto, gozou...
Gozou como só as pudicas são capazes. Viu todos os céus, paraísos, ouviu sinos, Schuman e um quadro lindo da vida, pintado por um Cézane. Sentiu o prazer de ter o corpo todo estremecido, como há anos não sentia...
“Dona como a senhora é boa... Mas tenho que ir. Vou voltar mais viu, ô gostosona...” – Falou Osvaldo, enquanto apressadamente, se limpava para enfiar a calça, a camisa-macacão e sair correndo para terminar suas outras entregas de gás pelo bairro. Elenice mal notou sua partida.
Colocou sua roupa, arrumou a cozinha, limpou as manchas, vestiu uma camiseta que estava no varal e lavou a louça suja, que já transbordava na pia. Ao terminar o serviço, ouviu barulhos vindos do quarto e percebeu que o marido poderia ter acordado. Conferiu no relógio as horas e viu que estava na hora do remédio do sujeito. Pegou a bandeja, o copo d’água, num copinho descartável pequeno, abrigou os dois comprimidos, pediu licença e entrou no quarto. Sentada na beira da cama, medicou o marido que comentou com ela:
“Eu gosto do muito do Fernado Mendes. Ouvir as suas músicas me ajudam dormir melhor. Compra um cd dele o coloca pra tocar, todas as vezes que for dormir...”
“Claro amor. Amanhã mesmo vou arrumar o cd...”
Aos 27 anos de idade, dez deles dedicados a um trabalho como Caixa em um hipermercado, sua vida não lhe apresentava maiores perspectivas. Havia casado cedo. Aos 16 anos de idade cansou de assistir a submissão da mãe ante as traições do pai, metalúrgico, que gastava boa parte de seu razoável salário com uma gama de amantes adquiridas nas redondezas do Bairro da periferia onde moravam. Decidiu que não veria mais aquilo acontecer, jurou para si mesma que jamais se submeteria aquilo imaginando que nada poderia ser pior que aquele estado de coisas. Pode sim...
Conheceu Juvenal em um baile no único salão de festas da região. Sujeito boa pinta, papo fácil, bom de dança, ficou interessado na menina loira, pequenina mas de corpo bem feitinho e olhos claros que sempre parecia perdida nas festas. Aproximou-se, jogou uma conversa e não demorou muito para que as coisas naturais da vida acontecessem. Saíram para comer uma pizza na primeira vez. Na segunda, para ver um filme no shopping. A terceira vez não fizeram nada antes de ir direto para o Motel, uma novidade na vida de elenice que ficou maravilhada com a quantidade de espelhos, a banheira de hidromassagem, o frigobar e o ar condicionado da alcova. Também não acho nada mau a sua primeira experiência no amor...
Gostou tanto que nem fez questão do preservativo...
Dessa forma, Renata viria ao mundo. Mas o que era para ser um grande trauma, na verdade parece a Elenice sua grande chance de viver uma outra da vida. Apesar da primeira resistência, Juvenal também não achou nada mal a idéia do casório. O mecânico estava com 22 anos e não viu maiores problemas em levar a menina para morar com ele na casa de três cômodos que vivia, alguns quarteirões acima da casa dos pais de Elenice. Assim formou-se a família. No começo até que foi tudo bem.
Apesar dos porres que Juvenal continuava tomando, mostrava-se bom pai, carinhoso com a esposa e bastante trabalhador. Elenice também decidiu trabalhar e a renda dava para viverem modestamente. Mas como a vida é cercada das tais intermitências, com o tempo algumas coisas começaram a mudar.
Não eram poucas às vezes que Elenice tinha que ficar no supermercado além do horário para o fechamento do Caixa. Sempre acontecia uma ou outra diferença entre o que a máquina registrava e o que tinha em dinheiro e isso, por medidas administrativas era sempre resolvido imediatamente. Imediatamente em termos; Havia ocasiões que isso custava uma, duas horas. Após a resolução da celeuma, Elenice corria para pegar Renata na casa da mãe e voar para a casa. Quase sempre chegava e encontrava o marido completamente bêbado, enfurecido:
"Onde você estava, mulher?"
"Ai querido, deu problema de novo no fechamento..."
"Uma porra! Você tava é com outro sua vadia!"
Virou rotina.
Todas as vezes que acontecia o problema no mercado, Elenice pedia para ir ao banheiro e chorava. Sabia que após todo o estressante dia de trabalho, o que a aguardava em casa. Injusto!
Não que faltasse oportunidades. A moça do caixa três, com seu lindos olhos claros, seu belo cabelo loiro escorrido e seu corpo milimetricamente bem distribuído chamava atenção. Não foram poucas as investidas por parte de companheiros de trabalho, do chefe, do cobrador do ônibus, dos fregueses. Mas Elenice tomava como uma afronta! Sabia por experiência própria o quanto isso era nocivo. Lembrava do pai, com quem cortara relações após o casamento. Pensava no marido Juvenal que tomava seus pileques mas que era bom homem. Na filhinha deles e em toda a vida que sonhava para si e jamais deu a mínima brecha para nada disso.
Era uma mulher fiel!
Mas para Juvenal isso não existia. Contaminou-se do velho machismo latino, decidiu que não ia acreditar na mulher e botou na sua cabeça que era o homem mais corno que já existiu na face da terra. Com isso os porres foram aumentando. Os xingos também e o desmazelo consigo próprio, na mesma proporção. Já não queria mais saber de tomar banho, comia mal e porcamente, tornou-se relapso em seu trabalho. Sua vida passou a ser o balcão do bar. Entregou-se totalmente a essa vida virando um pobre diabo alcoólatra. Os anos foram se passando...
Elenice continuou trabalhando no mercado e fiel. O Marido Juvenal, seguiu a trancos e barrancos na oficina e bebendo como louco. Mas uma diferença foi sentida por Elenice. Percebeu que o Marido já não tinha mais o mesmo apetite, que quase não comia. Passou a ver manchas de sangue no chão do banheiro, nas toalhas e nas cuecas do marido. Também viu que a cada dia ele estava mais amarelo. Para evitar as brigas na frente da filha, não o questionava sobre o fato. Mas de todo modo ficou sabendo...
Em um dia de movimento no mercado foi avisada pelo chefe que um telefonema a aguardava na administração. Estranhou porque sabia que isso era contra as normas do Hipermercado. Atendeu e entendeu o porquê da exceção. Era do hospital. O Marido acabava de dar entrada no pronto socorro, com uma forte hemorragia. Correu para lá e ao chegar o plantonista informou o motivo da sangueira; Cirrose! O marido estava com a doença ocasionada pelo excessivo consumo de álcool em estado avançado. Entrou em pânico. Foi ao banco, sacou todo dinheiro que tinha e pagou pela rápida intervenção que poupou a vida de Juvenal. Após um período de recuperação voltou para a casa. Impossibilitado de trabalhar, foi para a aposentadoria por invalidez. Não demorou muito para que isso virasse um motivo de revolta para ele.
Sentindo-se totalmente inútil, esperou apenas se recuperar parcialmente e voltou à carga de conhaques com toda a fúria que tinha. Em um mês sofreu um derrame. Ficou totalmente paralisado de um lado do corpo, relegado a uma cadeira de rodas e Elenice sentiu-se arrasada. Se achou culpada por tudo. Entendia que havia falhado como esposa e que não se fez confiável o suficiente para o marido. Munida desse sentimento fez de tudo para cuidar do pau de pinga. Matava-se para pagar uma enfermeira em tempo integral, cercava-o de todos os cuidados e abriu mão de sua vida para viver a doença do marido, que nunca se contentava com nada.
Reclamava da comida, do canal de televisão, dos travesseiros, do sofá velho... Rapidamente Elenice providenciou uma assinatura de Tv a Cabo, trocou os travesseiros e enforcou-se para comprar um sofá novo, caro pra burro, exatamente como o marido escolheu. Havia se tornado a empregada, a vassala do esposo. Não se incomodava com isso. Achava que era o "Mínimo que podia fazer...". Mas para o marido, o mínimo não era o suficiente:
"Sua vagabunda, deu pra todo mundo naquele mercado, me deixou assim e agora reclama?! Você tem que fazer o que eu mandar e pronto! Como você deixou o gás acabar?? Vá comprar sua inútil!!"
"Ta bom, querido... Deixa eu só achar o telefone do depósito..."
"Compra essa merda há 12 anos e não guarda o número? Pra que você serve?!"
Não respondia. Chorando ia telefonar para o depósito. Não sem antes preparar os comprimidos de calmantes na hora exata para o marido. Enxugava as lágrimas e ia entrega-lo:
"Só presta pra isso... Pra me dar comprimidos!!"
Voltava a chorar na cozinha. Não demorava dez minutos e começava a ouvir o pesado ronco do marido. Procurava então chorar baixinho para não incomodar-lhe o sono. Uma maneira de conseguir isso era pensar. Naquele dia, refletiu sobre a vida que vinha levando. Contas para pagar que se acumulavam, perua escolar da filha atrasada, trabalho pesado no hipermercado, marido para cuidar... Porque? Pensava - "Porque me sobrou essa vida?? Que foi que eu fiz, meu Deus? Sempre fui fiel, honesta, trabalhadora... Porque...”
"O de casa!"
Interrompeu-lhe os pensamentos a chegada do entregador de gás:
"Boa tarde, Dona... Vim trazer o gás..."
"Pode entrar moço."
Ela saiu com o dinheiro trocado e o entregou ao mulato alto, parrudo, suado no corredor da sua casa:
"Mas não dona... Como a senhora vai levar isso pra dentro? O marido da senhora taí?"
"Não se preocupe, eu dou jeito..."
"Magina... Vou levar lá pra senhora"
"Não moço, não precisa mesmo, pode deixar..."
"De jeito nenhum... Muié não carrega peso perto de mim, não..."
E mesmo relutando, deixou que o bujão fosse levado até a cozinha:
"Vo instalá pra senhora"
"Moço não precisa, me viro..."
"Aquieta Dona... não me custa nada..."
E o solicito entregador continuou o oficio. Enquanto trocava o registro, ouviu o alto volume do ronco:
"Vixi, dona... É seu marido que tá dormindo?"
"É sim. Está descansando."
"Ele trabalha a noite?"
"Não senhor, está doente."
"É... prum homi dormir essa hora da tarde, com um sol desse só pode ser doente mesmo."
Ela se incomodou com o impertinente comentário do entregador mas manteve-se em silêncio. Queria terminar logo com aquilo. Em dado momento, o entregador virou o rosto para enxugar o suor da testa. Ela percebeu que seu olhar fulminou-lhe o belo par de pernas, á mostra, coberto apenas por shorts jeans relativamente curto. Viu um olhar de fome que ha tempos não via. No inicio se constrangeu mas quando viu que o olhar safado do entregador não diminuía, aos poucos foi relaxando também...
"Calor né, dona?"
"É hoje tá... O senhor quer uma água?"
"Aceito se a senhora me chamar de você"
"Eu lhe sirvo se você não me chamar de senhora..."
Ambos riram:
"Muito prazer Dona, Osvaldo a seu dispor" - Falou esticando-lhe a mão para cumprimentá-la:
"Elenice..." - Respondeu ao apertar a mesma.
Sentiu-a quente, viva... Uma mão enorme e um olhar devorador vindo do entregador. Não entendeu o que sentiu naquele momento. Apenas foi a geladeira buscar a água para abrandar-lhe o calor. Mas com a abaixada que ela deu em busca da garrafa d'água na geladeira, Osvaldo não segurou mais os ímpetos; Por trás, agarrou-a com força:
"Que é isso?! Meu marido está dormindo, você é louco??"
"A senhora vai querer acordá ele?"
Ela achou melhor não...
Virou-se, segurou com força, mãos bem abetas, aquele rosto duro. Sentiu uma barba mal feita, ralando as suas palmas e esfregou com gosto. Com a fúria das Santas, trouxe aquela boca com gosto de Derby-filtro-escuro para ela e beijou Osvaldo como se esse fosse Javier Barden. Sentiu dentro de sua boca, uma língua habilidosa, voraz, faminta. Beijou-o com vontade e quando Osvaldo encheu a mão em sua bunda, Elenice retribuiu, entrelaçando sua perna por trás da dele, trazendo o Osvaldo para perto dela.
Nesse momento, tomando contato com aquela rola enorme esfregando a buceta dela, rendeu-se de vez à situação. Ligou o rádio numa emissora Am que tocava uma música do Fernando Mendes, na esperança de minimizar seus gemidos com a intenção de não atrapalhar o sono do marido e dali pra frente, o mundo virou Osvaldo, o entregador de gás.
Ajudou-o a se livrar da camisa-macacão de sua empresa e não apresentou nenhuma resistência a Osvaldo quando este rasgou sua camisa com força. Tentou tirar o sutiã de Elenice com jeito mas, não obtendo sucesso, quebrou o fecheclair também e sugou aqueles peitos lindos de bicos rosados com gosto, enquanto com o dedo do meio, bolinava a encharcada buceta de Elenice por dentro de seu shorts. Ela não agüentava mais. Arrancou a calça de Osvaldo, depois livrou-se do seu shorts, escorou na pia da cozinha, milhando as mãos com as louças do almoço que estavam por lavar, falou a palavra de comando, “Vem” e Osvaldo foi.
Quando aquela rola enorme, nervosa, dura e pulsante entrou dela, Elenice fechou os olhos. Viu um filme de toda sua vida. Nele, não cabia a delicadeza de um Louis Malle e sentiu que o tal filme daqueles anos todos só poderia ser dirigido por Sam Peckinpah. Lembrou-se de sua tumultuada relação com o pai, de sua família, da adolescência conturbada, da desgraça que se tornara seu casamento, do fardo que era seu marido... Mordeu os beiços, apertou os olhos já fechados, correspondeu as estocadas de Osvaldo, mexendo a bunda freneticamente rebolando-a contra a rola, segurou-se na pia e, ao som de Fernando Mendes e dos altos roncos do marido, vindos do quarto, gozou...
Gozou como só as pudicas são capazes. Viu todos os céus, paraísos, ouviu sinos, Schuman e um quadro lindo da vida, pintado por um Cézane. Sentiu o prazer de ter o corpo todo estremecido, como há anos não sentia...
“Dona como a senhora é boa... Mas tenho que ir. Vou voltar mais viu, ô gostosona...” – Falou Osvaldo, enquanto apressadamente, se limpava para enfiar a calça, a camisa-macacão e sair correndo para terminar suas outras entregas de gás pelo bairro. Elenice mal notou sua partida.
Colocou sua roupa, arrumou a cozinha, limpou as manchas, vestiu uma camiseta que estava no varal e lavou a louça suja, que já transbordava na pia. Ao terminar o serviço, ouviu barulhos vindos do quarto e percebeu que o marido poderia ter acordado. Conferiu no relógio as horas e viu que estava na hora do remédio do sujeito. Pegou a bandeja, o copo d’água, num copinho descartável pequeno, abrigou os dois comprimidos, pediu licença e entrou no quarto. Sentada na beira da cama, medicou o marido que comentou com ela:
“Eu gosto do muito do Fernado Mendes. Ouvir as suas músicas me ajudam dormir melhor. Compra um cd dele o coloca pra tocar, todas as vezes que for dormir...”
“Claro amor. Amanhã mesmo vou arrumar o cd...”
HEARTHFREAK’S; porque não há nada de satânico em salman rushdie...
Osmar era o melhor açougueiro de seu bairro.
Trabalhava em uma das cinco lojas de uma Casa de Carnes muito conhecida na periferia e a dele, ficava a dez minutos da casa alugada onde morava. Pouco se sabia de sua vida. Tinha entre 38 e 42 anos de idade, morava sozinho em uma casa de garagem e três cômodos, possuía um Fiat Uno 1988 que pagou quase à vista e só era visto na direção do mesmo, saindo de sua casa para a Igreja Evangélica que freqüentava.
Era um pudico!
Dizia-se a boca pequena que havia se tornado ferrenho membro de sua comunidade após sofrer abandono por parte da mulher que não suportava mais a mesmice do dia-a-dia e trocou por uma passagem de volta para o Espírito Santo sem mais delongas. A partir do ocorrido ele passou a se fechar em casulo e ficou uma besta. No trabalho ninguém o suportava. Vivia a citar Salmos, Versículos e Provérbios Bíblicos para tudo. Não bebia, não fumava, condenava quem o fazia e de forma proselitista, após seu distorcido julgamento, berrava que só “o caminho do bem poderia salvar o homem...” Mas e quem sabe das curvas que se encontra nesse tal caminho?
Suzana...
Ao mudar-se para o melhor sobrado do bairro, aquela loirona gaúcha começou a tornar o tal caminho do bem um bocado tortuoso. Altura mediana, coxuda, bunda linda, arredondada, gostosa, peituda, cintura fininha, canelas diabolicamente bem torneadas, pezinhos pequenos, sempre ressaltados por lindas sandálias de salto, um escândalo de mulher. Com pouquíssimo esforço ele ficou sabendo da vida da moça. Havia sido puta no passado! “Um horror...” – Praguejava, Osmar. Fora informado por uma das fofoqueiras como havia vindo parar no bairro. Era tudo culpa do Toninho...
Toninho era vendedor de uma empresa de laticínios e em uma de suas desventuras no sul do País foi parar em naquele bordel da pequena cidade onde havia ido trabalhar. Internou-se por lá! Simplesmente queria abandonar tudo quando conheceu “Érika” e com mais algumas “sessões” descobriu que na verdade era Suzana. Em semanas surgiu uma razoável confiança e depois, o convencimento de Toninho para trazer a garota para São Paulo. Ela aceitou. Chegou então no bairro e de cara despertou a curiosidade e o desejo de todos os homens daquela quebrada. Exalava sensualidade e todos seguiam o seu rastro menstrual. No entanto, uma coisa não batia com a história toda...
Ela era correta.
Não que deixasse de abusar de shortinhos, mini-saias, decotes e tudo mais. Só que nunca, jamais fora vista dando mole, com nada que arranhasse sua reputação. E a ferrenha vigília das velhas fofoqueiras confirmava; Ela era fiel a Toninho. Amava-o demais, cuidava do sobradão sozinha, mantinha uma seriedade incrível e só saía de casa quando isso era realmente necessário. Assim conheceu Osmar...
Era um sábado de manhã. Um calor do cão assolava a periferia de São Paulo e para aumentar em considerável escala a temperatura chegou Suzana. Vestia um top preto, com uma minúscula bermuda de lycra da mesma cor. De chinelos e unhas vermelhas, mascando chiclete sem-vergonhamente, chegou no balcão onde trabalhavam os açougueiros babões. Osmar que era um santo, correu para a desossa mas não tirava os olhos da cena toda. Ele a viu toda libidinosa, encomendar carnes, lingüiças e coraçõezinhos de frango para um churrasco à noite. Tudo devidamente anotado, imediatamente após a saída triunfal da bunda da loira, o pedido foi montado e na falta de um entregador, sobrou para Osmar faze-la. Sim, porque o italiano dono do açougue não queria de jeito nenhum colocar aquele bando de macho tarado dentro da casa da mulher. Decidiu então para a inveja de todos estes:
“Vá o Osmar que no me faz mal a ninguém...”
Indignado mas com as contas todas do mês, mais o dizimo mensal da igreja a ser pago, foi sem reclamar de nada. No caminho passou a ser pego por suas verdades distorcidas. Pensava; “Como pode, um homem que se preza, casar com uma puta! Como ficarão os filhos do casal? Serão chamados de que na rua? De filhos da ex-puta?! E que merda é essa de que ela era uma mulher correta? Não existia isso de jeito nenhum. Uma vez puta, puta até morrer!! Que diabos... E porque eu? Logo eu vou ter que ir na casa? E se os irmãos da igreja me verem?!?!”
Não teve jeito. Nem terminou de pensar em nada e já estava em frente à casa da mulher. Desceu da Fiorino da Casa de Carnes e apertou a campainha. Quando Suzana apareceu para abrir o portão para ele entrar, ele começou a sentir umas estranhas sensações. Viu aquela bermudinha preta, a mesma, com a marca de uma minúscula calcinha atochada no rabo e começou a pirar. Subia as escadas completamente hipnotizado com o suingar daquele rabão todo e quando terminou de descarregar todas as carnes não se contentou apenas com o cheque entregue como pagamento.
Pensou em tudo que aquela mulher havia vivido, em quantos homens passaram por sua cama antes de Toninho, em quantos a fizeram urrar de prazer, em outros que foram sacais e a fizeram fingir orgasmos apócrifos, no quanto ela aproveitou disso tudo e de repente foi tomado por uma ira que ele julgava ser santa e não pensou duas vezes:
TASCOU UM BEIJO À FORÇA EM SUZANA!!!
Ela gritava em vão. Osmar, ensandecido, babava com vontade e em pouco tempo a jogou no chão e lá começou a rasgar-lhe a roupa. Viu aqueles peitos grandes, duros e brancos e lembrou-se de sua vida besta e vazia. Pensou que nada do acreditava valia o prazer de cair de boca em cima daqueles lindos bicões rosados e assim o fez em meio a gritos e choros de Suzana. Mas como Osmar era um santo não poderia de deixar de contar com a providência Divina.
Naquele sábado Toninho chegou mais cedo do trabalho para ajudar a mulher com os preparativos do churrasco. Pulou o muro ao ouvir os gritos da mulher e deparou com a grotesca cena ao entrar na sala da casa. Não titubeou em acreditar na versão da mulher e como macho que era tomou de pronto sua decisão; Deu dois murrões em Osmar, arrastou-lhe até o fundo do sobrado de trás da churrasqueira de tijolos tirou sua pistola 9 milímetros e com dois tiros na cara de Omar enviou-lhe para falar com Deus pessoalmente. Chamou a polícia que veio e o levou para averiguação dos fatos.
E mesmo antes do julgamento as fofoqueiras do bairro decidiram que Toninho agira de maneira correta...
Trabalhava em uma das cinco lojas de uma Casa de Carnes muito conhecida na periferia e a dele, ficava a dez minutos da casa alugada onde morava. Pouco se sabia de sua vida. Tinha entre 38 e 42 anos de idade, morava sozinho em uma casa de garagem e três cômodos, possuía um Fiat Uno 1988 que pagou quase à vista e só era visto na direção do mesmo, saindo de sua casa para a Igreja Evangélica que freqüentava.
Era um pudico!
Dizia-se a boca pequena que havia se tornado ferrenho membro de sua comunidade após sofrer abandono por parte da mulher que não suportava mais a mesmice do dia-a-dia e trocou por uma passagem de volta para o Espírito Santo sem mais delongas. A partir do ocorrido ele passou a se fechar em casulo e ficou uma besta. No trabalho ninguém o suportava. Vivia a citar Salmos, Versículos e Provérbios Bíblicos para tudo. Não bebia, não fumava, condenava quem o fazia e de forma proselitista, após seu distorcido julgamento, berrava que só “o caminho do bem poderia salvar o homem...” Mas e quem sabe das curvas que se encontra nesse tal caminho?
Suzana...
Ao mudar-se para o melhor sobrado do bairro, aquela loirona gaúcha começou a tornar o tal caminho do bem um bocado tortuoso. Altura mediana, coxuda, bunda linda, arredondada, gostosa, peituda, cintura fininha, canelas diabolicamente bem torneadas, pezinhos pequenos, sempre ressaltados por lindas sandálias de salto, um escândalo de mulher. Com pouquíssimo esforço ele ficou sabendo da vida da moça. Havia sido puta no passado! “Um horror...” – Praguejava, Osmar. Fora informado por uma das fofoqueiras como havia vindo parar no bairro. Era tudo culpa do Toninho...
Toninho era vendedor de uma empresa de laticínios e em uma de suas desventuras no sul do País foi parar em naquele bordel da pequena cidade onde havia ido trabalhar. Internou-se por lá! Simplesmente queria abandonar tudo quando conheceu “Érika” e com mais algumas “sessões” descobriu que na verdade era Suzana. Em semanas surgiu uma razoável confiança e depois, o convencimento de Toninho para trazer a garota para São Paulo. Ela aceitou. Chegou então no bairro e de cara despertou a curiosidade e o desejo de todos os homens daquela quebrada. Exalava sensualidade e todos seguiam o seu rastro menstrual. No entanto, uma coisa não batia com a história toda...
Ela era correta.
Não que deixasse de abusar de shortinhos, mini-saias, decotes e tudo mais. Só que nunca, jamais fora vista dando mole, com nada que arranhasse sua reputação. E a ferrenha vigília das velhas fofoqueiras confirmava; Ela era fiel a Toninho. Amava-o demais, cuidava do sobradão sozinha, mantinha uma seriedade incrível e só saía de casa quando isso era realmente necessário. Assim conheceu Osmar...
Era um sábado de manhã. Um calor do cão assolava a periferia de São Paulo e para aumentar em considerável escala a temperatura chegou Suzana. Vestia um top preto, com uma minúscula bermuda de lycra da mesma cor. De chinelos e unhas vermelhas, mascando chiclete sem-vergonhamente, chegou no balcão onde trabalhavam os açougueiros babões. Osmar que era um santo, correu para a desossa mas não tirava os olhos da cena toda. Ele a viu toda libidinosa, encomendar carnes, lingüiças e coraçõezinhos de frango para um churrasco à noite. Tudo devidamente anotado, imediatamente após a saída triunfal da bunda da loira, o pedido foi montado e na falta de um entregador, sobrou para Osmar faze-la. Sim, porque o italiano dono do açougue não queria de jeito nenhum colocar aquele bando de macho tarado dentro da casa da mulher. Decidiu então para a inveja de todos estes:
“Vá o Osmar que no me faz mal a ninguém...”
Indignado mas com as contas todas do mês, mais o dizimo mensal da igreja a ser pago, foi sem reclamar de nada. No caminho passou a ser pego por suas verdades distorcidas. Pensava; “Como pode, um homem que se preza, casar com uma puta! Como ficarão os filhos do casal? Serão chamados de que na rua? De filhos da ex-puta?! E que merda é essa de que ela era uma mulher correta? Não existia isso de jeito nenhum. Uma vez puta, puta até morrer!! Que diabos... E porque eu? Logo eu vou ter que ir na casa? E se os irmãos da igreja me verem?!?!”
Não teve jeito. Nem terminou de pensar em nada e já estava em frente à casa da mulher. Desceu da Fiorino da Casa de Carnes e apertou a campainha. Quando Suzana apareceu para abrir o portão para ele entrar, ele começou a sentir umas estranhas sensações. Viu aquela bermudinha preta, a mesma, com a marca de uma minúscula calcinha atochada no rabo e começou a pirar. Subia as escadas completamente hipnotizado com o suingar daquele rabão todo e quando terminou de descarregar todas as carnes não se contentou apenas com o cheque entregue como pagamento.
Pensou em tudo que aquela mulher havia vivido, em quantos homens passaram por sua cama antes de Toninho, em quantos a fizeram urrar de prazer, em outros que foram sacais e a fizeram fingir orgasmos apócrifos, no quanto ela aproveitou disso tudo e de repente foi tomado por uma ira que ele julgava ser santa e não pensou duas vezes:
TASCOU UM BEIJO À FORÇA EM SUZANA!!!
Ela gritava em vão. Osmar, ensandecido, babava com vontade e em pouco tempo a jogou no chão e lá começou a rasgar-lhe a roupa. Viu aqueles peitos grandes, duros e brancos e lembrou-se de sua vida besta e vazia. Pensou que nada do acreditava valia o prazer de cair de boca em cima daqueles lindos bicões rosados e assim o fez em meio a gritos e choros de Suzana. Mas como Osmar era um santo não poderia de deixar de contar com a providência Divina.
Naquele sábado Toninho chegou mais cedo do trabalho para ajudar a mulher com os preparativos do churrasco. Pulou o muro ao ouvir os gritos da mulher e deparou com a grotesca cena ao entrar na sala da casa. Não titubeou em acreditar na versão da mulher e como macho que era tomou de pronto sua decisão; Deu dois murrões em Osmar, arrastou-lhe até o fundo do sobrado de trás da churrasqueira de tijolos tirou sua pistola 9 milímetros e com dois tiros na cara de Omar enviou-lhe para falar com Deus pessoalmente. Chamou a polícia que veio e o levou para averiguação dos fatos.
E mesmo antes do julgamento as fofoqueiras do bairro decidiram que Toninho agira de maneira correta...
O MARAVILHOSO ESTADO LISÉRGICO E O TESTE DA ELÉTRICA CALÇA DE LYCRA. Uma Ode a Inêga e outras frivolidades dos anos 80...
Alguns garotos de 13 anos gostam de ficar na internet, outros, de videogame, alguns adoram jogar futebol, outros descambam para a vida torta, outros tantos nem tem chance de ter qualquer opção... Mas Luciano tinha uma predileção totalmente diferente; Adorava as aulas de história de seu colégio. Motivo? A professora, Dona Janice.
A começar pelo fato de abolir totalmente a necessidade de ser chamada “Senhora”, “Dona...” Janice bastava. Depois, pelos motivos que também chamam atenção de garotos de 13 anos. ERA UMA CAVALA DE GOSTOSA!
Tinha pouco mais de 40 anos, rosto de Verônica Lake e jeitão de Mae West; Era loira, alta, de cintura bem fina, peitos grandes, fartos, bicudos, empinados, bunda grande, redondona, bonita, dura. Tinha longas pernas, maravilhosamente bem torneadas e coxas grossas, rijas. Uma mulher que se impunha naturalmente pela voluptuosidade de seu belíssimo corpo. Sabia disso. Tanto que usava e abusava de jeans extremamente justos, decotes ousados, minúsculas calcinhas marcando a bunda dantesca, um escândalo de gostosa. Ousava. Ainda mais em se tratando de um colégio de classe média, como era aquele que Luciano estudava. Mas sabia o que fazia...
A escola era dirigida pelo rigoroso Ernesto. Um homem velho,, reacionário, sisudo, que não admitia absolutamente nada que não fosse sua vontade própria. Incomodou-se com a postura de Janice e chamou-a para uma conversa em sua sala. Quando a viu entrar numa saia decotada e com aquele par de coxas de fazer parar briga de boteco e partida de futebol de várzea, fechou a porta. Ali permaneceu por uns 40 minutos e quando Janice saiu, Ernesto era outro. Pelo menos com ela. Nunca mais ele disse um senão para a tentadora professora. Bem...
E Luciano?
Era bom garoto. Ia bem na escola, tirava boas notas e se mostrava muito promissor em algumas matérias. Escrevia bem. Isso despertou o interesse de Janice ao ler uma dissertação do garoto sobre a Revolução Francesa. Na frente de todos o parabenizou e o garoto gamou. A partir de então contava nos dedos a hora de ter as tais aulas de história. Caprichava e seus trabalhos forma ficando melhores. Então, quando realizava um desses, Janice se aproximou.
Vestia uma blusa preta com decote em “V” e uma saia cinza. Puxou uma cadeira e sentou do lado do garoto. Cruzou as pernas e para ler o que Luciano estava escrevendo, debruçou sobre a mesa, jogando na cara do pobre, aqueles dois peitos lindos. Saltavam de dentro da blusa para a retina do garoto e esse, sentiu seu coração acelerar. Coração que quase saiu pela boca quando ela passou a mão na sua cabeça e ao despedir-se, falou:
“Parabéns, lindinho”
Ele endoidou. Não conseguia mais pensar em outra coisa que não fosse história. Queria ter argumento para as aulas e não decepcionaria a professora Janice por nada. Assim seguiam os dias no colégio. O menino até então tinha a professora apenas no seu imaginário. Mas como as coisas do mundo tem que acontecer, naquele final de aula, começo de tarde, um dilúvio desabou na cidade. O garoto Luciano que ia de Van para a casa descobriu que o motorista responsável estava preso no transito e então descobriu que ficaria impossibilitado de ir embora. Tratou de encarar a chuva torrencial para ir até um orelhão ligar para avisar em casa. Nessa hora, um Vectra preto, novo, buzinou para ele. Era Janice. Parou o carro e fez um gesto, um sinal com as mãos para que ele entrasse no carro. Meio abobado, Luciano entrou.
Estava duro. Tenso. A professora tentou de ajudar com que se soltasse. Perguntou o que fazia debaixo daquele chuvão e ele comentou o ocorrido. Então a professora perguntou onde morava e descobriu que a casa de Luciano ficava no caminho. Ofereceu uma carona e o menino aceitou. No trajeto, percebeu a professora vestida com um belíssimo vestidinho estampado de alcinha, meio esverdeado, leve, lindo. Não chegava até o joelho e deixava parte das coxas à mostra. Luciano tentava evitar olhar mas não conseguia. Suava frio. Enquanto a professora falava, ele notava o vai e vem daquelas pernas enormes revezando-se entre freio e acelerador. Notou que a professora dirigia descalça e viu que o pé dela era pequeno, de unhas vermelhas. Ao final da carona não se lembrava de uma palavra dita por Janice. Mas o pau duro não esquecia da maravilhosa paisagem que tinha visto. Estava louco.
E na aula seguinte, após o encontro decidiu que não ia mais se segurar...
Sentava no fundo da sala e de lá babava ao ver a professora desfilando de sandália de salto vermelha e uma calça branca, justa, que deixava ainda mais bela aquela bunda que era enorme. Estava um crime... Balançava gostoso, pra lá e pra cá e Luciano estava pirado. Não agüentou.
Enquanto a professora falava da Guerra de Canudos, o garoto não se furtou de curtir aquela imagem. Enfiou a mão por dentro da calça do agasalho obrigatório do Colégio e sem o menor pudor começou a bater punheta ali mesmo, debaixo da mesa. Acabava-se dessa forma enquanto a professora falava da “Maravilhosa reportagem feita por Euclides Da Cunha para o Jornal “O ESTADO DE SÃO PAULO”. Fixou os olhos naquela bunda e tocou o foda-se. Esqueceu quem estava em volta e talvez em função disso não notou que a professora se aproximou. Estava hipnotizado de tesão.
Quando percebeu ela estava em cima. Olhou para Luciano, viu o que ele estava fazendo e seguiu explicando a matéria como se nada tivesse acontecido. Mas mudou a atitude. Agora, Janice falava alto, fazia gestos, caras e bocas. Deixou o giz cair milhares de vezes e ficou de quatro lindamente com a mesma elegância com que Catherine Deneuve desfilava pela Champ’s Elisés. Provocava, brincava e ainda sim... Explicava a matéria. Luciano então liberou geral...
Tirou o pau pra fora e freneticamente batia a sua punheta alienando-se totalmente do ambiente que o cercava. Nem de longe, pensou que estava em uma sala de aula. A única coisa que importava para ele naquele momento era a marca daquela minúscula calcinha que o provocava sutilmente e então, tomou para si aquele ritual. Sabia que toda aquela sacanagem era pra ele e intensificou a coisa até que teve um gozo santo, porque só uma bunda daquela tem tamanha divindade para tal reação. Era daquelas bundas que purificam a alma... Ele gozou de olhos fechados.
Ao abri-los viu toda a classe meio constrangida fingindo que nada tinha acontecido. Janice chamou atenção de todos para que prestassem atenção em sua explicação e a aula prosseguiu em seu curso normal até o final. E depois, quando vieram, matemática, português e química, nada mais interessava a Luciano. Permaneceu petrificado até o final das aulas e quando o sinal tocou, seguiu em direção a Van que o levava para casa todos os dias. No caminho, sentiu uma mão segurando forte pelo braço. Era Janice. A professora não disse nada. Apenas levou o garoto até o estacionamento do Colégio e ele foi sem oferecer a menor resistência. Entrou no Vectra e seguiu com a professora.
Passadas quatro horas, a mãe de Luciano ligou preocupadíssima para o Colégio. Até àquela hora, o garoto não havia chegado em casa...
A começar pelo fato de abolir totalmente a necessidade de ser chamada “Senhora”, “Dona...” Janice bastava. Depois, pelos motivos que também chamam atenção de garotos de 13 anos. ERA UMA CAVALA DE GOSTOSA!
Tinha pouco mais de 40 anos, rosto de Verônica Lake e jeitão de Mae West; Era loira, alta, de cintura bem fina, peitos grandes, fartos, bicudos, empinados, bunda grande, redondona, bonita, dura. Tinha longas pernas, maravilhosamente bem torneadas e coxas grossas, rijas. Uma mulher que se impunha naturalmente pela voluptuosidade de seu belíssimo corpo. Sabia disso. Tanto que usava e abusava de jeans extremamente justos, decotes ousados, minúsculas calcinhas marcando a bunda dantesca, um escândalo de gostosa. Ousava. Ainda mais em se tratando de um colégio de classe média, como era aquele que Luciano estudava. Mas sabia o que fazia...
A escola era dirigida pelo rigoroso Ernesto. Um homem velho,, reacionário, sisudo, que não admitia absolutamente nada que não fosse sua vontade própria. Incomodou-se com a postura de Janice e chamou-a para uma conversa em sua sala. Quando a viu entrar numa saia decotada e com aquele par de coxas de fazer parar briga de boteco e partida de futebol de várzea, fechou a porta. Ali permaneceu por uns 40 minutos e quando Janice saiu, Ernesto era outro. Pelo menos com ela. Nunca mais ele disse um senão para a tentadora professora. Bem...
E Luciano?
Era bom garoto. Ia bem na escola, tirava boas notas e se mostrava muito promissor em algumas matérias. Escrevia bem. Isso despertou o interesse de Janice ao ler uma dissertação do garoto sobre a Revolução Francesa. Na frente de todos o parabenizou e o garoto gamou. A partir de então contava nos dedos a hora de ter as tais aulas de história. Caprichava e seus trabalhos forma ficando melhores. Então, quando realizava um desses, Janice se aproximou.
Vestia uma blusa preta com decote em “V” e uma saia cinza. Puxou uma cadeira e sentou do lado do garoto. Cruzou as pernas e para ler o que Luciano estava escrevendo, debruçou sobre a mesa, jogando na cara do pobre, aqueles dois peitos lindos. Saltavam de dentro da blusa para a retina do garoto e esse, sentiu seu coração acelerar. Coração que quase saiu pela boca quando ela passou a mão na sua cabeça e ao despedir-se, falou:
“Parabéns, lindinho”
Ele endoidou. Não conseguia mais pensar em outra coisa que não fosse história. Queria ter argumento para as aulas e não decepcionaria a professora Janice por nada. Assim seguiam os dias no colégio. O menino até então tinha a professora apenas no seu imaginário. Mas como as coisas do mundo tem que acontecer, naquele final de aula, começo de tarde, um dilúvio desabou na cidade. O garoto Luciano que ia de Van para a casa descobriu que o motorista responsável estava preso no transito e então descobriu que ficaria impossibilitado de ir embora. Tratou de encarar a chuva torrencial para ir até um orelhão ligar para avisar em casa. Nessa hora, um Vectra preto, novo, buzinou para ele. Era Janice. Parou o carro e fez um gesto, um sinal com as mãos para que ele entrasse no carro. Meio abobado, Luciano entrou.
Estava duro. Tenso. A professora tentou de ajudar com que se soltasse. Perguntou o que fazia debaixo daquele chuvão e ele comentou o ocorrido. Então a professora perguntou onde morava e descobriu que a casa de Luciano ficava no caminho. Ofereceu uma carona e o menino aceitou. No trajeto, percebeu a professora vestida com um belíssimo vestidinho estampado de alcinha, meio esverdeado, leve, lindo. Não chegava até o joelho e deixava parte das coxas à mostra. Luciano tentava evitar olhar mas não conseguia. Suava frio. Enquanto a professora falava, ele notava o vai e vem daquelas pernas enormes revezando-se entre freio e acelerador. Notou que a professora dirigia descalça e viu que o pé dela era pequeno, de unhas vermelhas. Ao final da carona não se lembrava de uma palavra dita por Janice. Mas o pau duro não esquecia da maravilhosa paisagem que tinha visto. Estava louco.
E na aula seguinte, após o encontro decidiu que não ia mais se segurar...
Sentava no fundo da sala e de lá babava ao ver a professora desfilando de sandália de salto vermelha e uma calça branca, justa, que deixava ainda mais bela aquela bunda que era enorme. Estava um crime... Balançava gostoso, pra lá e pra cá e Luciano estava pirado. Não agüentou.
Enquanto a professora falava da Guerra de Canudos, o garoto não se furtou de curtir aquela imagem. Enfiou a mão por dentro da calça do agasalho obrigatório do Colégio e sem o menor pudor começou a bater punheta ali mesmo, debaixo da mesa. Acabava-se dessa forma enquanto a professora falava da “Maravilhosa reportagem feita por Euclides Da Cunha para o Jornal “O ESTADO DE SÃO PAULO”. Fixou os olhos naquela bunda e tocou o foda-se. Esqueceu quem estava em volta e talvez em função disso não notou que a professora se aproximou. Estava hipnotizado de tesão.
Quando percebeu ela estava em cima. Olhou para Luciano, viu o que ele estava fazendo e seguiu explicando a matéria como se nada tivesse acontecido. Mas mudou a atitude. Agora, Janice falava alto, fazia gestos, caras e bocas. Deixou o giz cair milhares de vezes e ficou de quatro lindamente com a mesma elegância com que Catherine Deneuve desfilava pela Champ’s Elisés. Provocava, brincava e ainda sim... Explicava a matéria. Luciano então liberou geral...
Tirou o pau pra fora e freneticamente batia a sua punheta alienando-se totalmente do ambiente que o cercava. Nem de longe, pensou que estava em uma sala de aula. A única coisa que importava para ele naquele momento era a marca daquela minúscula calcinha que o provocava sutilmente e então, tomou para si aquele ritual. Sabia que toda aquela sacanagem era pra ele e intensificou a coisa até que teve um gozo santo, porque só uma bunda daquela tem tamanha divindade para tal reação. Era daquelas bundas que purificam a alma... Ele gozou de olhos fechados.
Ao abri-los viu toda a classe meio constrangida fingindo que nada tinha acontecido. Janice chamou atenção de todos para que prestassem atenção em sua explicação e a aula prosseguiu em seu curso normal até o final. E depois, quando vieram, matemática, português e química, nada mais interessava a Luciano. Permaneceu petrificado até o final das aulas e quando o sinal tocou, seguiu em direção a Van que o levava para casa todos os dias. No caminho, sentiu uma mão segurando forte pelo braço. Era Janice. A professora não disse nada. Apenas levou o garoto até o estacionamento do Colégio e ele foi sem oferecer a menor resistência. Entrou no Vectra e seguiu com a professora.
Passadas quatro horas, a mãe de Luciano ligou preocupadíssima para o Colégio. Até àquela hora, o garoto não havia chegado em casa...
A PURIFICAÇÃO DA ALMA ATRAVÉS DE UMA DE EROS; UMA VALSA DE ALEGRE ANDAMENTO COMO PANO DE FUNDO...
Sandor Ivic era húngaro e no bairro onde morava chamavam-no “Seu Sandor...” Era podre de rico e agora aos 78 anos de idade estava também podre de saúde. Fumou por mais de 60 anos e agora um enfisema pulmonar o dilacerava. Triste para ele, que fez fortuna no Brasil, ao chegar na periferia por ali montar uma pequena rede de depósitos de material de construção. Ganhou muito dinheiro, humilhou a todos, nunca fez questão ser bom, sempre achou que nunca ia precisar de ninguém e agora via sua arrogância amealhada em décadas, repousada em uma cadeira de rodas.
Sentiu a partir daí o quanto era detestado.
Os filhos todos o abandonaram, a mulher, uma coroa peruona de 54 anos fugiu com o segurança dele, netos o odiavam e ninguém mais ficou com o velho. Ele tinha apenas seu dinheiro e com ele deu um jeito de se virar. Contratou uma enfermeira em tempo integral e a agência mandou Silmara...
Era uma loira escultural de um metro e sessenta e oito de altura, e todo o resto maravilhosamente bem distribuído ali; Coxas grossas, canelas bem torneadas, bundinha arrebitada, peitos duros, um espetáculo, uma benção de gostosura. Quando o velho Sandor a viu ficou com raiva. Achou um desrespeito uma garota vir para uma entrevista de emprego num traje daqueles. Uma calça branca apertada ao extremo e uma blusa de alça da mesma cor, que ressaltava a maciez que parecia ter a sua pele. Acontece que sem saber direito o porquê, o velho acabou empregando-a.
E então veio a convivência.
Silmara fazia seu trabalho de maneira correta sim. Mas o que incomodava o velho era um certo ar de sarcasmo no comportamento da garota. Quando ele precisava ir ao banheiro por exemplo; O Rude húngaro morria de vergonha ao vê-la segurando o pinico para que ele mijasse. Sentia nela um risinho cínico quando ela segurava aquele velho e inútil pinto para que as parcas gotas saíssem. Olhava para aquele pobre pinto com um desdém que doía nos brios do velho. Se precisasse cagar então era pior ainda; Ficar de quatro para uma mulher daquela limpar a bunda... Humilhante! Mas acontecia...
Nessas horas ele preferia morrer. Ela não disfarçava a cara de nojo e o silêncio dela o dilacerava. Se ainda lhe restasse alguma força, com certeza daria um murro na linda loirinha de olhos claros. Mas como ele tinha uma enorme bunda branca para ser limpa, calava a boca e recolhia-se a sua insignificância. As coisas pioraram no dia em que ele acordou mais cedo de seu sono vespertino.
Geralmente ele dormia em sua cadeira de rodas no jardim da casa. Daquela vez um insolente marimbondo acordou-lhe a ferroadas e então ele despertou puto da vida. Ficou mais ainda quando não viu Silmara e fez uso de sua cadeira de rodas motora e saiu a procura-la. De repente ouviu barulhos vindos da sala de ferramentas de sua casa. Foi ver. E viu...
Da porta lateral que estava aberta, pode ver Silmara aos beijos com um sujeito, forte, másculo, negro, viril. Aparentemente parecia ser carteiro, deduziu o velho ao ver uma mochila azul de cartas no chão e a indefectível farda amarela e calça azul, já arriada pela metade. Teve vontade de gritar mas não conseguiu. Parou e assistiu tudo.
Viu a sua enfermeira, sendo beijada com força, com vontade, com tesão pelo negro e ficou pasmo ao vê-la devolver os beijos com a mesma intensidade. Ela comia-lhe os beiços, lambia-o, chupava o pescoço, peito e tudo. Desceu com sua língua até o pau do carteiro e então o velho Sandor se escandalizou com o enorme tamanho da rola do negão. GRAAANDEE! Ao ver aquele mastro duro, sentiu-se humilhado mas não arredou pé; Viu Silmara chupar aquilo tudo com habilidade, com jeito com safadeza. Quando a pica estava para explodir ela virou e colocou tudo pra dentro de sua buceta rosadinha. O Negro estocava com força, com vontade e ela adorava. O velho não agüentou. Teve um ataque de tosse e o casal então o viu. Silêncio momentâneo que foi quebrado pela ordem de Silmara ao negão:
“Continua...”
No começo o negão titubeou por conta da presença do velho. Mas perceber aquele homem doente, moribundo e incapaz numa cadeira de rodas, relaxou e terminou o que estava fazendo. Fodeu Silmara como se fosse a última mulher que comeria em sua vida e na hora do gozo, todo o bairro ouviu aqueles berros. O velho botou sua cadeira pra andar. Foi para sua sala e sem saber o que fazer trancou-se em seu escritório em meio a sua valiosa coleção de vinhos, uísques e quadros. Ficou por ali petrificado por mais de uma hora quando Silmara entrou.
Ela o fuzilou com um olhar que até então o arrogante velho nunca tinha visto em sua vida. Veio em sua direção com a cara lambuzada de porra, debruçou sobre sua cadeira e sem dizer uma só palavra, tirou a blusa, arrancou o sutiã e jogou os peitos grandes e duros na cara do velho.
Atônito, sem saber o que fazer arregalou os olhos e recebeu a ordem dela:
“Vai... Não é o que você queria? Vai velho...”
Por instinto ele abriu o zíper da calça e tirou aquele pau mole, enrrugado, feio e derrotado pra fora e a fórceps conseguiu uma mínima ereção. E com todas as forças que lhe restavam, bateu uma punheta que lhe trouxe um gozo dolorido mas santo. Ao melar as calças com aqueles poucos pingos de espermas sentiu-se bem pela primeira vez na vida. Silmara saiu da sala sem dizer nada e por lá o velho ficou.
Dias depois o resgate foi chamado. Havia naquela mansão um morto de olhos abertos e riso na cara.
Sentiu a partir daí o quanto era detestado.
Os filhos todos o abandonaram, a mulher, uma coroa peruona de 54 anos fugiu com o segurança dele, netos o odiavam e ninguém mais ficou com o velho. Ele tinha apenas seu dinheiro e com ele deu um jeito de se virar. Contratou uma enfermeira em tempo integral e a agência mandou Silmara...
Era uma loira escultural de um metro e sessenta e oito de altura, e todo o resto maravilhosamente bem distribuído ali; Coxas grossas, canelas bem torneadas, bundinha arrebitada, peitos duros, um espetáculo, uma benção de gostosura. Quando o velho Sandor a viu ficou com raiva. Achou um desrespeito uma garota vir para uma entrevista de emprego num traje daqueles. Uma calça branca apertada ao extremo e uma blusa de alça da mesma cor, que ressaltava a maciez que parecia ter a sua pele. Acontece que sem saber direito o porquê, o velho acabou empregando-a.
E então veio a convivência.
Silmara fazia seu trabalho de maneira correta sim. Mas o que incomodava o velho era um certo ar de sarcasmo no comportamento da garota. Quando ele precisava ir ao banheiro por exemplo; O Rude húngaro morria de vergonha ao vê-la segurando o pinico para que ele mijasse. Sentia nela um risinho cínico quando ela segurava aquele velho e inútil pinto para que as parcas gotas saíssem. Olhava para aquele pobre pinto com um desdém que doía nos brios do velho. Se precisasse cagar então era pior ainda; Ficar de quatro para uma mulher daquela limpar a bunda... Humilhante! Mas acontecia...
Nessas horas ele preferia morrer. Ela não disfarçava a cara de nojo e o silêncio dela o dilacerava. Se ainda lhe restasse alguma força, com certeza daria um murro na linda loirinha de olhos claros. Mas como ele tinha uma enorme bunda branca para ser limpa, calava a boca e recolhia-se a sua insignificância. As coisas pioraram no dia em que ele acordou mais cedo de seu sono vespertino.
Geralmente ele dormia em sua cadeira de rodas no jardim da casa. Daquela vez um insolente marimbondo acordou-lhe a ferroadas e então ele despertou puto da vida. Ficou mais ainda quando não viu Silmara e fez uso de sua cadeira de rodas motora e saiu a procura-la. De repente ouviu barulhos vindos da sala de ferramentas de sua casa. Foi ver. E viu...
Da porta lateral que estava aberta, pode ver Silmara aos beijos com um sujeito, forte, másculo, negro, viril. Aparentemente parecia ser carteiro, deduziu o velho ao ver uma mochila azul de cartas no chão e a indefectível farda amarela e calça azul, já arriada pela metade. Teve vontade de gritar mas não conseguiu. Parou e assistiu tudo.
Viu a sua enfermeira, sendo beijada com força, com vontade, com tesão pelo negro e ficou pasmo ao vê-la devolver os beijos com a mesma intensidade. Ela comia-lhe os beiços, lambia-o, chupava o pescoço, peito e tudo. Desceu com sua língua até o pau do carteiro e então o velho Sandor se escandalizou com o enorme tamanho da rola do negão. GRAAANDEE! Ao ver aquele mastro duro, sentiu-se humilhado mas não arredou pé; Viu Silmara chupar aquilo tudo com habilidade, com jeito com safadeza. Quando a pica estava para explodir ela virou e colocou tudo pra dentro de sua buceta rosadinha. O Negro estocava com força, com vontade e ela adorava. O velho não agüentou. Teve um ataque de tosse e o casal então o viu. Silêncio momentâneo que foi quebrado pela ordem de Silmara ao negão:
“Continua...”
No começo o negão titubeou por conta da presença do velho. Mas perceber aquele homem doente, moribundo e incapaz numa cadeira de rodas, relaxou e terminou o que estava fazendo. Fodeu Silmara como se fosse a última mulher que comeria em sua vida e na hora do gozo, todo o bairro ouviu aqueles berros. O velho botou sua cadeira pra andar. Foi para sua sala e sem saber o que fazer trancou-se em seu escritório em meio a sua valiosa coleção de vinhos, uísques e quadros. Ficou por ali petrificado por mais de uma hora quando Silmara entrou.
Ela o fuzilou com um olhar que até então o arrogante velho nunca tinha visto em sua vida. Veio em sua direção com a cara lambuzada de porra, debruçou sobre sua cadeira e sem dizer uma só palavra, tirou a blusa, arrancou o sutiã e jogou os peitos grandes e duros na cara do velho.
Atônito, sem saber o que fazer arregalou os olhos e recebeu a ordem dela:
“Vai... Não é o que você queria? Vai velho...”
Por instinto ele abriu o zíper da calça e tirou aquele pau mole, enrrugado, feio e derrotado pra fora e a fórceps conseguiu uma mínima ereção. E com todas as forças que lhe restavam, bateu uma punheta que lhe trouxe um gozo dolorido mas santo. Ao melar as calças com aqueles poucos pingos de espermas sentiu-se bem pela primeira vez na vida. Silmara saiu da sala sem dizer nada e por lá o velho ficou.
Dias depois o resgate foi chamado. Havia naquela mansão um morto de olhos abertos e riso na cara.
A FALÊNCIA DO MITO LATINO E MAIS QUINZE LATAS DE ERVILHAS AZUIS PARA O ALUGUEL...
Adalberto, na quebrada onde morava era popularmente conhecido, Tobé...
E como era Tobé? Um tremendo gente boa.
Trabalhava como balconista em um depósito de material de construção próximo de onde morava. Em dez minutos chegava lá a pé. Era conhecidíssimo na região por sua enorme simpatia, alegria e também por outras boas coisas. Moreno, alto, porte atlético, ereto, cabelos pretos, olhos verdes, fazia muito sucesso nos pagodes da região e mulher nunca lhe faltava. Dizia que andava até escolhendo uma por dia, de acordo com a lua. Não exagerava...
Era de fato um fodedor clássico. Temido pelos maridos brochas e beberrões, amado pelas solteironas mal amadas, o galã de 33 anos arrebentava pela região. Não havia mulher que lhe desse menos do que dez minutos de trabalho. Nenhuma resistia aos encantos daquele amante tipicamente latino, capaz de botar Rodolfo Valentino no bolso. Mas então um dia chegou uma mudança bem em frente a sua casa onde há anos morava de aluguel...
Era domingo de manhãzinha quando Tobé voltava da gafieira. Em outra noite bem sucedida, deixou a “presa” em algum lugar e estacionava seu Maverick preto 1978, quando observou o caminhão da Graneiro descarregando coisas. Nada até aquele momento havia chamado sua atenção. Copos, sofás, fogão, máquina de lavar sendo carregada... Até que apareceu um casal. Um rapaz, de feições orientais, magrelo, raquítico de dar dó e sua esposa... Uma mulher insossa; Magra, de vestido para baixo dos joelhos, branquinha, meio reta de quadril, cabelo amarrado num rabo de cavalo mal feito, totalmente o oposto do que Tobé gostava.
O Japonesinho cumprimentou-o cordialmente. Ele acenou de volta, seco. A mulher nem olhou. Tobé entrou. Enquanto tirava o sapato de vinil e o terno de linho claro, ficou imaginando porque diabos aquela mulher feia não lhe deu a menor bola. Nem sequer um “bom dia”. Imaginou que ela era uma pulha de merda e que viver com aquilo deveria ser horrível. Foi dormir. Quando acordou naquela tarde de domingo antes do futebol na tv, saiu para o quintal para fumar seu marlboro e deu de cara com a tal mulher lavando a calçada da casa.
Vestia uma bermuda verde horrorosa, até os joelhos. Prestando atenção Tobé notou que ela usava uma calcinha enorme, feia pra burro e que suas pernas eram brancas, mas muito brancas mesmo. Sentiu um nojo danado daquilo. Mesmo assim fixou o olhar na mulher que novamente não lhe deu pinta. Indignou-se! Tirou então a camisa, exibiu o belo tórax, e a barriga de tanquinho e nada. A mulher do japonês não tava nem aí. Concentrava-se em raspar o mato da calçada com uma faquinha velha e nada parecia tira-la daquele seu mundo. Puto da vida Tobé decidiu entrar e ver o jogo do seu São Paulo F.C.
Passaram-se os dias. Tobé continuava intrigado com a situação. Aquela mulher, a feia, resistia sem maiores problemas a seus encantos. Ele já passava a pegar raiva da pobre quando num belo dia, o Tal japonesinho entrou no depósito onde ele trabalhava. Reconheceu Tobé e naturalmente foi até ele. Contou-lhe que passou três anos em Osaka, Japão, com a mulher e que agora, com um dinheirinho a mais, deu para comprar a casa e fazer umas reformas necessárias. Disse a Tobé que trabalhava em uma loja de telefones celular num shopping e que em casa provavelmente só estaria a mulher. Encomendou então, massa fina, e alguns canos, deu todos os horários possíveis de ser feita a entrega e despediu-se de Tobé com a mesma cordialidade de sempre. Era a deixa...
Como percebeu que a mercadoria era pouca, Tobé dispensou os entregadores, falou com o chefe, tacou a mercadoria na traseira da Saveiro do depósito e pessoalmente foi até a casa do japonesinho levar tudo e tirar aquela história a limpo. Oras...
Tocou a campainha.
De dentro da casa saiu a mulher vestindo uma calça de moletom desgraçadamente velha, e uma camiseta “Jesus é a salvação”. Era não algo feio, mas triste de ver. Uma mulher tão nova e tão largada... Mas foda-se! “Agora ela vai ver...” – Pensou Tobé.
“Entrega, senhora. Pode abrir aqui por favor?”
“Peraí...”
Voltou com a chave do portão e Tobé caprichou na pose para erguer os sacos de massa fina. Fez o mesmo com os canos. Um monte de gestos, olhares, caras e bocas e quando terminou a mulher não falou absolutamente nada. Manteve-se impávida no portão esperando que ele acabasse. E quando isso aconteceu, finalmente ele não agüentou e ao passar por ela, explodiu:
“Qual é mulher? Que porra é essa? Ta fazendo cu doce porque, caralho? Aquele japonesinho de rola pequena não ta dá conta? Deixa de frescura que eu resolvo o seu problema...”
A mulher continuou sem responder uma só palavra. Mas dessa vez, olhou Tobé nos olhos e inesperadamente tascou-lhe um beijo na boca. Meio que de surpresa, ele reagiu e beijou ela também. Sentiu dentro da boca uma língua hábil, gostosa, quente, voluptuosa, voraz, como poucas, dentre tantas que já beijara. Excitou-se. A mulher então, empurrou-o com força para dentro da casa. Na sala, ela se livrou da calça de moletom e ele viu uma feia e suja calcinha de algodão, branca, enorme ser tirada sem o menor jeito por ela. De repente viu um buceta peluda, meio nojenta e mal cuidada. Quase deu pra trás, mas encarou. Tirou a calça e foi pra cima. Pau duro e latejante num misto de raiva, tesão... Não foi difícil penetra-la.
E quando isso aconteceu, a mulher do japonês mexeu, rebolou, contorceu-se frenética e diabolicamente. Tobé não acreditava. A mulher era uma máquina de fuder! Ele tentou o quanto deu, para acompanha-la mas a mulher, era tão insaciável o quanto era feia. Trepava tanto quanto a sua antipatia. Mesmo assim, ele não agüentou o baque. De repente o impossível aconteceu. Nosso herói brochou dantescamente numa cena tão dramática quanto aquelas protagonizadas pelo Doutor Jivago. Pânico! Não sabia o que fazer. Sentiu-se um merda, um bosta, um lixo. Mal conseguia levantar a cabeça e quando conseguiu deu de cara com a feiosa que não ajudou muito:
“Vai embora daqui seu inútil”
Subiu a calças com dificuldade e morto de vergonha, voltou para o depósito onde trabalhava. Dias depois do ocorrido, Tobé passou a procurar outra casa para alugar...
E como era Tobé? Um tremendo gente boa.
Trabalhava como balconista em um depósito de material de construção próximo de onde morava. Em dez minutos chegava lá a pé. Era conhecidíssimo na região por sua enorme simpatia, alegria e também por outras boas coisas. Moreno, alto, porte atlético, ereto, cabelos pretos, olhos verdes, fazia muito sucesso nos pagodes da região e mulher nunca lhe faltava. Dizia que andava até escolhendo uma por dia, de acordo com a lua. Não exagerava...
Era de fato um fodedor clássico. Temido pelos maridos brochas e beberrões, amado pelas solteironas mal amadas, o galã de 33 anos arrebentava pela região. Não havia mulher que lhe desse menos do que dez minutos de trabalho. Nenhuma resistia aos encantos daquele amante tipicamente latino, capaz de botar Rodolfo Valentino no bolso. Mas então um dia chegou uma mudança bem em frente a sua casa onde há anos morava de aluguel...
Era domingo de manhãzinha quando Tobé voltava da gafieira. Em outra noite bem sucedida, deixou a “presa” em algum lugar e estacionava seu Maverick preto 1978, quando observou o caminhão da Graneiro descarregando coisas. Nada até aquele momento havia chamado sua atenção. Copos, sofás, fogão, máquina de lavar sendo carregada... Até que apareceu um casal. Um rapaz, de feições orientais, magrelo, raquítico de dar dó e sua esposa... Uma mulher insossa; Magra, de vestido para baixo dos joelhos, branquinha, meio reta de quadril, cabelo amarrado num rabo de cavalo mal feito, totalmente o oposto do que Tobé gostava.
O Japonesinho cumprimentou-o cordialmente. Ele acenou de volta, seco. A mulher nem olhou. Tobé entrou. Enquanto tirava o sapato de vinil e o terno de linho claro, ficou imaginando porque diabos aquela mulher feia não lhe deu a menor bola. Nem sequer um “bom dia”. Imaginou que ela era uma pulha de merda e que viver com aquilo deveria ser horrível. Foi dormir. Quando acordou naquela tarde de domingo antes do futebol na tv, saiu para o quintal para fumar seu marlboro e deu de cara com a tal mulher lavando a calçada da casa.
Vestia uma bermuda verde horrorosa, até os joelhos. Prestando atenção Tobé notou que ela usava uma calcinha enorme, feia pra burro e que suas pernas eram brancas, mas muito brancas mesmo. Sentiu um nojo danado daquilo. Mesmo assim fixou o olhar na mulher que novamente não lhe deu pinta. Indignou-se! Tirou então a camisa, exibiu o belo tórax, e a barriga de tanquinho e nada. A mulher do japonês não tava nem aí. Concentrava-se em raspar o mato da calçada com uma faquinha velha e nada parecia tira-la daquele seu mundo. Puto da vida Tobé decidiu entrar e ver o jogo do seu São Paulo F.C.
Passaram-se os dias. Tobé continuava intrigado com a situação. Aquela mulher, a feia, resistia sem maiores problemas a seus encantos. Ele já passava a pegar raiva da pobre quando num belo dia, o Tal japonesinho entrou no depósito onde ele trabalhava. Reconheceu Tobé e naturalmente foi até ele. Contou-lhe que passou três anos em Osaka, Japão, com a mulher e que agora, com um dinheirinho a mais, deu para comprar a casa e fazer umas reformas necessárias. Disse a Tobé que trabalhava em uma loja de telefones celular num shopping e que em casa provavelmente só estaria a mulher. Encomendou então, massa fina, e alguns canos, deu todos os horários possíveis de ser feita a entrega e despediu-se de Tobé com a mesma cordialidade de sempre. Era a deixa...
Como percebeu que a mercadoria era pouca, Tobé dispensou os entregadores, falou com o chefe, tacou a mercadoria na traseira da Saveiro do depósito e pessoalmente foi até a casa do japonesinho levar tudo e tirar aquela história a limpo. Oras...
Tocou a campainha.
De dentro da casa saiu a mulher vestindo uma calça de moletom desgraçadamente velha, e uma camiseta “Jesus é a salvação”. Era não algo feio, mas triste de ver. Uma mulher tão nova e tão largada... Mas foda-se! “Agora ela vai ver...” – Pensou Tobé.
“Entrega, senhora. Pode abrir aqui por favor?”
“Peraí...”
Voltou com a chave do portão e Tobé caprichou na pose para erguer os sacos de massa fina. Fez o mesmo com os canos. Um monte de gestos, olhares, caras e bocas e quando terminou a mulher não falou absolutamente nada. Manteve-se impávida no portão esperando que ele acabasse. E quando isso aconteceu, finalmente ele não agüentou e ao passar por ela, explodiu:
“Qual é mulher? Que porra é essa? Ta fazendo cu doce porque, caralho? Aquele japonesinho de rola pequena não ta dá conta? Deixa de frescura que eu resolvo o seu problema...”
A mulher continuou sem responder uma só palavra. Mas dessa vez, olhou Tobé nos olhos e inesperadamente tascou-lhe um beijo na boca. Meio que de surpresa, ele reagiu e beijou ela também. Sentiu dentro da boca uma língua hábil, gostosa, quente, voluptuosa, voraz, como poucas, dentre tantas que já beijara. Excitou-se. A mulher então, empurrou-o com força para dentro da casa. Na sala, ela se livrou da calça de moletom e ele viu uma feia e suja calcinha de algodão, branca, enorme ser tirada sem o menor jeito por ela. De repente viu um buceta peluda, meio nojenta e mal cuidada. Quase deu pra trás, mas encarou. Tirou a calça e foi pra cima. Pau duro e latejante num misto de raiva, tesão... Não foi difícil penetra-la.
E quando isso aconteceu, a mulher do japonês mexeu, rebolou, contorceu-se frenética e diabolicamente. Tobé não acreditava. A mulher era uma máquina de fuder! Ele tentou o quanto deu, para acompanha-la mas a mulher, era tão insaciável o quanto era feia. Trepava tanto quanto a sua antipatia. Mesmo assim, ele não agüentou o baque. De repente o impossível aconteceu. Nosso herói brochou dantescamente numa cena tão dramática quanto aquelas protagonizadas pelo Doutor Jivago. Pânico! Não sabia o que fazer. Sentiu-se um merda, um bosta, um lixo. Mal conseguia levantar a cabeça e quando conseguiu deu de cara com a feiosa que não ajudou muito:
“Vai embora daqui seu inútil”
Subiu a calças com dificuldade e morto de vergonha, voltou para o depósito onde trabalhava. Dias depois do ocorrido, Tobé passou a procurar outra casa para alugar...






Nenhum comentário:
Postar um comentário